Rubinho de Souza

15 de Novembro – Proclamação da República

Sempre que estamos na iminência da chegada de mais um feriado nacional, como o do dia 15 em que se comemora a Proclamação da República, relembro com saudade dos meus dias de colégio e me vem à mente, as lembranças de quando nossa cidade era acordada com o toque da Alvorada, ao som da corneta de sr. Allan Rolin Barbosa.

Os moradores de nossa cidade, prestigiava todos os eventos que eram programados naqueles dias, acompanhando pelas ruas de Rafard, a marcha da Fanfarra, impecavelmente uniformizada, que desfilava com disciplina sob o comando do Cabo Allan.

Nessa época, lembro-me perfeitamente, como se lá estivesse, os hinos nacionais eram cantados pelos professores que eram acompanhados pelos alunos, todos enfileirados, mão no peito, enquanto era feito o hasteamento de nossa Bandeira Nacional.

Hoje, ao aproximarmos do dia 15 de Novembro, o sentimento que nos toma, é de saudosismo ao reviver o que passou, e marcou nossas vidas de tal maneira que ao comentar com meus colegas daquele tempo, todos numa só voz, concordam com tudo que acabou de vos escrever.

A letra do Hino foi escrita por Medeiros e Albuquerque e a música é uma composição de Leopoldo Augusto Miguez, que na minha época de estudante, todos nós cantávamos com o maior orgulho, tanto que as vozes e a música executada por uma banda, cujo som, saia de um disco colocado numa vitrola, ainda ecoa em meus ouvidos:

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Foto enviada pelo colunista

Seja um pálio de luz desdobrado, sob a larga amplidão destes céus.
Este canto Rebel, que o passado, vem remir dos mais torpes labéus!
Seja um hino de glória que fale de esperanças de um novo porvir!
Com visões de triunfos embale quem por ele lutando surgir!
Liberdade! Liberdade! Abre as asas sobre nós,
Das lutas na tempestade, dá que ouçamos tua voz.
Nós nem cremos que escravos outrora tenha havido em tão nobre País…
Hoje o rubro lampejo da aurora, acha irmãos, não tiranos hostis.
Somos todos iguais! Ao futuro saberemos, unidos, levar.
Nosso augusto estandarte que, puro, brilha, avante, da Pátria no altar!
Liberdade! Liberdade! Abre as asas sobre nós,
Das lutas na tempestade, dá que ouçamos tua voz.
Se é mister que de peitos valentes, haja sangue em nosso pendão,
Sangue vivo do herói Tiradentes, batizou neste audaz pavilhão!
Mensageiro de paz, paz queremos, é de amor nossa força e poder,
Mas da guerra, nos transes supremos, heis de ver-nos lutar e vencer!
Liberdade! Liberdade! Abre as asas sobre nós,
Das lutas na tempestade, dá que ouçamos tua voz
Do Ipiranga é preciso que o brado, seja um grito soberbo de fé!
O Brasil já surgiu libertado, sobre as púrpuras régias de pé.
Eia, pois, brasileiros avante! Verdes louros colhamos louçãos!
Seja o nosso País triunfante, livre terra de livres irmãos!
Liberdade! Liberdade! Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade, dá que ouçamos tua voz!logotipo do fundo do báu raffard

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