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Maffei cumpre a caminhada, mas não é atendido pelo Governador

Após muitas tentativas de diálogo com o Governo do Estado para impedir a instalação de uma unidade prisional em Porto Feliz, o prefeito municipal Cláudio Maffei (PT) caminhou novamente até São Paulo, com objetivo de sensibilizar o governador Alckmin para a paralisação imediata das obras do Centro de Progressão Penitenciária (CPP) na cidade.
A primeira caminhada aconteceu em maio de 2009, ainda quando José Serra era governador e tinha anunciado em março do mesmo ano, via Diário Oficial, a construção de um presídio na cidade de Porto Feliz. Foram protocoladas mais de 15 mil assinaturas e não houve nenhuma resposta por parte do governador e, segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, nem o prefeito portofelicense foi atendido pelo chefe do Executivo.
A segunda caminha aconteceu entre os dias 23 e 25 de setembro com o mesmo objetivo, agora para sensibilizar o governador Alckmin. A saída foi às 7h, do local da instalação do CPP com um ponto de parada na Praça da Matriz, para a bênção ecumênica antes da viagem.
No domingo, 23, a comitiva caminhou 47 quilômetros, terminando o percurso no Km 72 da Rodovia Castello Branco, às 19h. Na segunda-feira, 24, a equipe iniciou o trajeto por volta das 6h, fazendo a parada final do dia 42 quilômetros depois. No último dia de caminhada, terça-feira, 25, a comitiva retomou às 5h, do km 30, chegando ao destino final, no Palácio dos Bandeirantes, às 16h, conforme previsto.
Maffei foi recepcionado na portaria do Palácio do Governo pelo deputado estadual, Marcos Martins (PT). Segundo assessores de Geraldo Alckmin, o governador estava em agenda externa, então, o prefeito e a comitiva foram atendidos pela assessora de assuntos parlamentares, Rosmary Corrêa (delegada Rose), que se comprometeu a conversar com o Governador.
Segundo a assessoria, o prefeito Claudio Maffei comentou sobre o descaso que este assunto foi tratado. “Em 10 de março de 2009, ficamos sabendo através do Diário Oficial, que ia ser desapropriada uma terra para ser feito um presídio em Porto Feliz. A população ficou muito descontente e começamos a fazer vários atos, tanto é que em 27 de maio do mesmo ano, nós fomos a pé para São Paulo tentar uma conversa com o governador, na época era o José Serra, que não nos atendeu. Entramos na justiça porque a área que está o presídio é uma área de proteção ambiental. Ganhamos em primeira instância, mas infelizmente eles derrubaram a liminar na segunda. Indeferimos o alvará de uso e ocupação de solo e mesmo assim eles passaram por cima e começaram com a terraplanagem. Com isso nós voltamos a São Paulo, tentamos mais uma conversa com o Governo do Estado, mas conseguimos apenas conversar com a Dra. Rose”, declarou Maffei.
O deputado estadual Marcos Martins, também expôs a sua opinião sobre a atitude do governo e declarou o apoio ao prefeito Claudio Maffei. “Eu acompanhei o prefeito Claudio Maffei, que veio a pé de Porto Feliz, para manifestar a sua inquietação em relação ao presídio que está sendo colocado em sua cidade sem nenhum diálogo. Estive com Maffei no Palácio do Governo e estou recebendo ele aqui nesta luta contra a implantação deste presídio, pois eu sei que é comum a carência de creches, escolas, a carência de ambulâncias, entre outros problemas. Então, eu gostaria muito que o governador Geraldo Alckmin recebesse o nosso prefeito e pudesse reconsiderar essa implantação do CPP em Porto Feliz, pois o município não está preparado para receber uma população de mais de 1.000 presos de uma hora para outra”, comentou.
A assessoria informou ainda que, com a intenção de tentar protocolar cerca de 20 mil novas assinaturas, e-mails e trabalhos de crianças sobre a repulsa da instalação do CPP, Maffei pernoitou no estacionamento da Assembleia Legislativa, e na quarta-feira, 26, a equipe dirigiu-se novamente ao Palácio do Governo, porém, Alckmin estava em agenda externa também neste dia. A comitiva foi atendida de novo pela delegada Rose, que desta vez, garantiu marcar a reunião com Alckmin após as eleições, por motivos de agenda do governador.

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