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“Cidade Coração” – Como é bom recordar!

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No livro de nossa lembrança, os amigos, evidentemente, ocupam as melhores páginas.

Estamos nos idos de 1958, num mês qualquer, num dia qualquer…

Nossa Raffard estava livre do negrume que hoje a envolve. Livre das poluições olfativas e políticas.

Raffard era toda pura e adolescente, à espera de sua maturidade.

Esperança, união, esforço, altruísmo e abnegação, sobravam em cada rafardense.

Os amigos… Ah! Os amigos.

César Carninha, Nelson do Juca, Hermano, Dito Ribeiro, estes, temos a esperança de abraçá-los novamente.

Inesquecíveis, Mário Stoppa, Tato Albertini, Faria, “Seu” Allan, Dedé Angelini…

Dedé? Sim, foi Dedé Angelini.

Estava na fabulosa fanfarra do “Seu” Allan, em Porto Feliz, colaborando nos festejos daquela cidade, e, Dedé lá junto. Auxiliando, acompanhando, zeloso pelos nossos meninos. Na calçada, um espectador levanta a voz: – “Como é possível, numa cidade tão pequena, haver uma criançada, com essa banda, tão espetacular? ”

“Ao ouvir tal interrogativa, instantaneamente, Dedé retrucou: “Cidade pequena, moço, coração grande. ”

Essa história, ouvida do próprio personagem, o autor destas linhas a interpretou numa crônica semanal, ao microfone do saudoso Serviço de Alto falantes do Rafard Clube Atlético, e um nome se eternizou: Rafard – Cidade Coração”.

Rafard, do R.C.A. Campeão, do Jornal “O Progresso”, do sobe e desce da Maurice Allain aos sábados e domingos, do Teatro Amador Joana D’Arc, dos bailes de carnaval na quadra de basquete, Ah! Que tempo bom…

Não poderia imaginar o nosso amigo Dedé Angelini, que ao defender sua terra querida, estaria cognominando a sua Cidade Coração. Coração que pulsa amor e dedicação.

E, ao ouvirmos, hoje, o estrondar das trovoadas, perguntamos: Será que lá no céu, “Seu” Allan e Dedé, não estarão treinando a fanfarra mirim celestial?

Jair Forti 25/set/1975.

(A foto é de alguns integrantes da fanfarra do “Seu” Allan, na cidade de Porto Feliz, e o texto, foi retirado do Livro “Rafardeando” de José Maria de Campos, onde ele faz uma homenagem ao autor da brilhante crônica, e expressando sentimentos de pesar, diz referindo-se a Jair Forti: – Ao grande amigo, que partiu muito antes do combinado).

COLUNA de autoria de Rubinho de Souza
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