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Bíblia sem preconceito – 11

Leondenis Vendramim é professor de Filosofia, Ética e História

Antes de respondermos a questão “por que Jesus morreu sendo Inocente?”, queremos divagar resumidamente sobre o Cristo antes da Sua humanização. O profeta Isaias (7:14; 9:6) e S. João disseram que Ele era Deus (1:1), criou todas as coisas (v 3); fez-Se carne e habitou entre nós, humanos (1:14); S. Tome confirmou Sua divindade (João 21:28); S. Paulo também o disse (Cl. 1:13-22); Jesus assegurou (João 8:56-58; Lc 5:20-26). Moisés escreveu em hebraico sobre a origem da criação: “Beresh it Elhoim bara” (Em princípio Deus criou) Gn 1:1. O vocábulo “Elhoim” é plural de Elhoah (Senhor), mostrando que havia mais de uma pessoa criando o mundo. A Bíblia revela que o Espírito Santo e Jesus também participaram da criação (Gn 1:2, Jó 33:4 Sl 104;30; Cl 1:13-18). Se Deus (o Pai, o filho e o Espírito Santo) criou todas as coisas do nada, conforme Sua Palavra (Sl 148:5, Hb 11:3), esse Deus vivo, eterno, sem início e sem fim, Criador de tudo, do tempo e da matéria é imaterial e atemporal, isto é, Ele independe do tempo e da matéria. Para ele não tem valia a premissa: “dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço”, nem é limitado pela sucessão dos dias e anos “…para o Senhor um dia é como mil anos e mil anos como um dia” (2 Pe 3:8). Jó diz: “Somos de ontem, nada sabemos. Pois nossos dias sobre a Terra são sombras” (8:9) e o salmista Davi: “Diz o néscio no seu coração: não há Deus, por isso cometem iniquidade…” (Sl 53:1). Jesus, o Deus que criou os astros, o pôr-do-sol, o arco-íris, as flores e frutos com seus matizes, aromas e sabores peculiares, a água, o ar, a mata, uma diversidade que nos mantém vivos; colocou no homem o amor a Ele e ao próximo, para que sejamos felizes.

Deus nos concedeu a Bíblia, um manual para nos orientar como conseguirmos a longevidade com saúde e qualidade de vida. Sua lei é uma orientação para o relacionamento pessoal respeitoso entre os semelhantes e com o ecossistema. As constituições magnas e os direitos humanos são baseados na lei de Deus. Todos os governos têm leis; é impossível governar sem lei, assim como é impossível existir um prédio sem fundamento; o alicerce do governo é a Constituição. Sem lei não se distingue o certo do errado, não existe transgressão, não pode haver punição.

Jesus esclareceu: “Se Me amais guardareis Meus mandamentos” (João 14:15) e S. João explica que a transgressão da Sua lei é pecado (1João 3:4). O apóstolo Paulo diz que o salário do pecado é a morte (Ro 6:23), e corroborando com o salmista, diz que todos pecaram (Ro 3:10-18; Sl 14:2-3). Os ouvintes da lei, conhecedores da mesma, que não a praticam são advertidos pelo apóstolo: “Não são os ouvintes da lei que são justos diante de Deus, mas aqueles que guardam a lei é que são justificados” (Ro 2:13). Ainda que doravante a observem, serão condenados pelo passado transgressor. Há necessidade que alguém justo, santo, que nunca tenha quebrado a lei, seja morto, em nosso lugar, pelos nossos erros – o salário do pecado é a morte (Ro 6:23).

Agora podemos responder a pergunta: “Porque Jesus, sendo inocente morreu na cruz?”

Jesus tornou-Se carne e habitou entre nós (João 1:14). Cheio de verdade, sem pecado (1Pe 2:22), Santo, Perfeito, viveu perseguido, sofreu humilhação, chicotadas, espinhos na cabeça, esbofeteado, cuspido, pregado na cruz sob sol escaldante, sedento, nu, não respondia às zombarias, pelo contrário, implorou: “Pai Perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem” (Lc 23:34). No V.T. um cordeiro branco, sem mancha e sem defeito era morto pelo pecador, simbolizando-O como imaculado, sem defeito moral ou físico. Cristo Jesus morreu em lugar dos pecadores, levou os seus pecados na cruz para que pudessem ser salvos da condenação “o Justo pelos injustos, para levar-nos a Deus” (S. Pe 3:18). S. Paulo expressou: “Porque Cristo, quando ainda éramos fracos, morreu… pelos ímpios. Dificilmente, alguém morreria por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer. Mas Deus prova o Seu próprio amor para conosco pelo fato de Cristo ter morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Ro 5:6-8). Deduz-se facilmente, que nós pecadores somos justificados, isto é, perdoados por Deus porque Jesus Cristo pagou na cruz, com Seu sangue, o salário das nossas transgressões da lei, portanto, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo (Ro 8:1) diz Jesus “vai e não peques mais” (João 8:11).

ARTIGO escrito por Leondenis Vendramim é professor de Filosofia, Ética e História
Os artigos assinados não refletem necessariamente a opinião do jornal. São de inteira responsabilidade de seus autores.

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