Arnaldo Divo Rodrigues de Camargo

A corrupção e a humilhação de empresários

Arnaldo Divo Rodrigues de Camargo é especialista em dependência química pela USP/SP-GREA
Arnaldo Divo Rodrigues de Camargo é especialista em dependência química pela USP/SP-GREA

Com a corrupção morre o corpo, com a impiedade morre a alma.
Santo Agostinho

Cada dia que eu leio a literatura espírita, mais me enriqueço.

Humberto de Campos, que foi político e escritor, depois de sua morte voltou a escrever através do Chico Xavier, e em uma de suas mensagens ele orienta sobre um treinamento para morte, função que deveria ser de todas as religiões: esclarecer sobre o que acontece após o desligamento da alma em relação ao corpo, sua nova situação, seu encontro com a própria consciência, mas também com os entes queridos que o antecederam nesse retorno à vida eterna.

Manuel da Nóbrega, um dos fundadores da cidade de São Paulo, também voltou através do lápis de Chico Xavier, trazendo muitas informações sobre suas vidas passadas, inclusive seu encontro com Jesus, quando viveu como o senador Publius Lentulus, no livro Há dois mil anos.

Esse espírito agora assina suas obras com o nome de Emmanuel. Em uma mensagem que trata da responsabilidade e da consciência dos que praticam a corrupção, diz: “Seja qual for a experiência em que te situas, na Terra, lembra-te de que ninguém recebe um berço entre homens para acomodar-se com a inércia, no desprezo deliberado às leis que regem a vida”.

A dívida acompanha o devedor, seja dessa existência ou de outras experiências no corpo. Se você vai ao supermercado e compra diversas mercadorias, quando chega ao caixa, tem que pagar, não é? O momento pós-morte é esse caixa da nossa existência na Terra.

As leis que regem a vida foram escritas por Deus na consciência de cada um. E mais dia ou menos dia elas se clareiam na mente do indivíduo, chamando-o à razão.

Vejamos o que diz uma notícia sobre atuação da Polícia Federal:

“PF encontra R$ 3,5 milhões na casa de investigado em operação que apura desvios nos Correios. Na presente fase da operação, foram identificados indícios de participação de um empresário titular de agências franqueadas dos Correios e de sete funcionários da empresa pública, que atuavam auxiliando nas postagens ilegais e subsidiando interesses empresariais do grupo criminoso.

“De acordo com os investigadores, a organização criminosa causou um prejuízo ao patrimônio público estimado em R$ 94 milhões. O pedido de bloqueio de bens dos investigados na primeira fase da operação chegou a aproximadamente R$ 55 milhões, entre os quais carros de luxo, um iate, um avião, imóveis de alto padrão e contas bancárias com altos valores em depósito.

“Os alvos da operação vão responder pelos crimes de corrupção passiva e ativa, estelionato, violação de sigilo funcional e formação de organização criminosa”.

O escritor carioca Lima Barreto disse, sabiamente: “Não é só a morte que iguala a gente. O crime, a doença e a loucura também acabam com as diferenças que a gente inventa”.

(1) Emmanuel (Chico Xavier), “Ceifa de Luz”, lição 12, FEB.

ARTIGO escrito por Arnaldo Divo Rodrigues de Camargo é especialista em dependência química pela USP/SP-GREA. Os artigos assinados não refletem necessariamente a opinião do jornal. São de inteira responsabilidade de seus autores.

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