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A era do gastar e taxar: desafios e oportunidades

Após refletir sobre gastar e taxar e os desafios e oportunidades que estas práticas proporcionam e que vem provocando mudanças significativas nas políticas econômicas e fiscais em todo o mundo, resolvi escrever este artigo explorando, ao meu modo de ver, as tendências e seus desafios e oportunidades associados.

Bem! O que está sendo visto neste momento é a abordagem tradicional de governos de austeridade e contenção de gastos cedendo espaço à uma era que pode ser caracterizada como a “Era do Gastar e Taxar”.

No período pós-crise financeira de 2008 muitos governos adotaram políticas de austeridade buscando controlar seus déficits orçamentários por meio da redução de despesas públicas e aumento de impostos. Essa abordagem teve consequências significativas, tais como o aumento da desigualdade e o lento crescimento econômico em várias regiões. Como resultado, muitos governos começaram a repensar suas estratégias fiscais e passaram a gastar mais em programas sociais, investimentos em infraestrutura e medidas de estímulo econômico, enquanto também passaram considerar a possibilidade de aumentar impostos para financiar essas iniciativas.

Mas, aí vem a minha dúvida: Essa abordagem sendo posta em prática nos dias atuais e sob o ambiente de bipolaridade política, por quanto tempo conseguirá impulsionar o crescimento econômico e reduzir as desigualdades? Será que não está sendo aceso o pavio de uma bomba que será detonada com estragos dantescos nos futuros períodos governamentais e com graves consequências às próximas gerações?

Esse tema, gastar e taxar, é de grande relevância em nossa sociedade brasileira atual, pois se não for tratado com cuidado pela nossa geração estaremos cavando tempos sombrios aos nossos descendentes.

Tudo bem, a curto prazo, talvez no tempo de um período de governo voltado ao extremado populismo, esses dois elementos – gastar e taxar – desempenharão papéis fundamentais, mas e lá na frente como serão colhidos os resultados na gestão financeira de indivíduos, empresas e governos?

Postas essas dúvidas, é compreensível que gastar representa a alocação de recursos financeiros para aquisição de bens e serviços. É uma parte inevitável da vida de todos nós, desde as despesas cotidianas, como alimentos e moradia, até os investimentos em educação, saúde e lazer. No contexto empresarial, o gastar pode incluir custos operacionais, investimentos em ativos, salários e outros itens essenciais para a operação de uma empresa.

E taxar? Já, o taxar remete a cobrança de valores que precisam ser pagos ao governo ou a outras instituições como forma de financiar serviços públicos, infraestrutura e regulamentações e a maneira como esses recursos são alocados e utilizados pode ter um impacto significativo na economia de um país. Por isso, os governos frequentemente precisam equilibrar suas despesas com suas receitas para manter a estabilidade fiscal e evitar déficits orçamentários insustentáveis. Isto se aplica também aos indivíduos e empresas, para que fiquem atentos à gestão eficaz dos gastos e das taxas essenciais, evitando que estas os impeçam de alcançar metas financeiras e/ou evitando endividamento excessivo. Por isso, com um orçamento bem elaborado é possível controlar os gastos, alcançar metas financeiras e evitar endividamento excessivo e, do outro lado, ter uma melhor compreensão das obrigações fiscais evitando o surgimento de multas e penalidades.

Um outro aspecto relevante sobre taxar é que este instrumento desempenha um papel importante na regulação de alguns segmentos econômicos. Pode ser usado para influenciar o comportamento dos consumidores e empresas, como exemplo a incidência de alíquotas de impostos sobre produtos prejudiciais à saúde, ou incentivos fiscais para promover desenvolvimento e/ou investimentos em áreas específicas da economia.

Assim, concluo com uma certeza de que gastar e taxar no contexto da gestão financeira dos governos impactam à economia e são cruciais na tomada de decisões que promovam a estabilidade financeira em todos os níveis da sociedade. Portanto, é importante que os gestores públicos e as suas bases de sustentações políticas fiquem atentos e defendam o equilíbrio saudável entre gastar e taxar, para garantir a perenidade do crescimento sustentável, o bem-estar econômico e o funcionamento eficaz do motor propulsor de um futuro mais sustentável para as gerações vindouras.

João Ulysses Laudissi, engenheiro e ex-diretor do Senai Rafard
João Ulysses Laudissi,
engenheiro e ex-diretor do Senai Rafard

Jornal O Semanário

Esta notícia foi publicada por um dos redatores do jornal O Semanário, não significa que foi escrita por um deles, em alguns dos casos, foi apenas editada.

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