J.R. Guedes de Oliveira

A mãe natureza e a teoria de Gaia

Escritor J.R. Guedes de Oliveira (Foto: Divulgação)

Li, de diversas pessoas e, principalmente, de uma amiga e conterrânea de Capivari, se dirigir à natureza, bem carinhosamente, como “Mãe Natureza”. E, evidentemente, faço coro e exalto, pois que se analisado de todos os ângulos, somos da Terra e, dela, alimentamos o nosso corpo.

Descartes, tido como o primeiro grande pensado da época moderna, sendo um dos filósofos mais estudados, comentados e debatidos, segundo relato do Prof. Dr. Carlos Lopes de Mattos, em sua oba “História da Filósofia – da Antiguidade a Descartes”, Gráfica e Editora do Lar, 1989, foi quem produziu a célebre verdade: “Penso, logo existo”.

A Teoria de Gaia, lançada por James Lovelock e Lynn Margulis, consiste em afirmar que a Terra é um ser vivo e tudo que nela está (aqueles que nascem, crescem, se reproduzem e morrem, como os animais (inclusive o homem), fungos, plantas, algas, protozoários e bactérias), também se envolvem e absorvem o ar, a água, o solo e as pedras.

Enfim, a Teoria de Gaia diz que todo o planeta é um ser vivo, que sente, em todas as suas entranhas, a qualquer ato imperfeito do homem. Assim sendo, a “Mãe Natureza” é formada de todo o sistema complexo terrestre, dinâmico e que se movimento a todo instante. Pensando assim, também pode-se dizer que a Terra pensa… e, logicamente, existe.

Se “penso e logo existo”, tem como verdade, aqui no relato, então procede de que sofrendo as investidas do homem, na sua ação contra a natureza, tudo o que a ela se produz, tem a volta, porém duplicidade. Vejam, por conseguinte, os tsunames, vendavais,de todas as espécies, maremotos, terremotos, etc.

Quando se fala em “Mãe Natureza”, tem-se como dito que tudo que existe na Terra tem o significado de vida. Nada escapa, pois que, segundo alguns tratadistas, principalmente os da Teoria de Gaia, a Terra pulsa, pode sofrer as investidas do homem, padece, mas dá o troco em seu momento certo.

A forma carinhosa de se tratar tudo que se acha na Terra, principalmente animais, florestas, águas, pedras, solo, etc., como “Mãe Natureza”, não deixa de ser uma verdadeira presença espiritual da formação até do nosso Universo. E isto é o que prevalece, também, no pensamento dos que cuidam, com especial desvelo, dos recursos que nos são dados pela sua existência, bem como pelo que de grandioso revela o poder do Altíssimo.

Quando se olha para o horizonte ou se contempla o firmamento, se pode dizer o quão belo é tudo isto que nos cerca e que, sabemos, também somos partes integrante do complexo criado por Deus.

É assim que somos caminhante com tempo limitado, mas necessitando de amar o que se vê e o que se sente. A “Mãe Natureza” é, na essência, um bálsamo divino.

ARTIGO escrito por J. R. Guedes de Oliveira, ensaísta, biógrafo e historiador. Os artigos assinados não refletem necessariamente a opinião do jornal. São de inteira responsabilidade de seus autores.

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