Arnaldo Divo Rodrigues de Camargo

A mulher é dona de seu corpo, mas não do que está gerado em seu ventre

No Evangelho no Lar, que realizamos uma ver por semana, o tema tratado era da importância da gravidez, onde os espíritos retornam à família para continuar seu desenvolvimento moral, intelectual e espiritual.

E minha neta adolescente questionou, por que a mulher não pode abortar, sendo ela dona do seu corpo? Sim, toda mulher é dona de seu corpo e deve preservá-lo e cuidar, inclusive, para não engravidar quando não está preparada para tal cometimento. Mas, ocorrendo a gravidez, um espírito veio aninhar-se em seu útero e construir o seu corpo para uma experiência na Terra.

A mulher é dona de seu corpo, mas não é dona do que está gerado em seu ventre com a gravidez, tanto é que nos Estados Unidos um casal contratou mulheres para serem barrigas de aluguel de seus 20 novos filhos, com embriões congelados do casal, que já tinha uma criança de 6 anos, e agora tem 21.

Por falar em gravidez e na Misericórdia Divina, que permite o renascimento tantas vezes quantas necessárias para a perfeição (Jesus disse que quem não nascer de novo não pode ver o reino de Deus – João 3: 3), temos um escritor húngaro que explicou a existência da vida, da individualidade dos espíritos, com uma ótima analogia.

No ventre de uma mãe havia dois bebês. Um perguntou ao outro: – Você acredita em vida após o parto?

O outro respondeu: – É claro. Tem que haver algo após o parto. Talvez nós estejamos aqui para nos preparar para o que virá mais tarde.

– Bobagem – disse o primeiro. – Não há vida após o parto. Que tipo de vida seria essa?

O segundo disse: – Eu não sei, mas haverá mais luz do que aqui. Talvez possamos andar com as nossas pernas e comer com nossas bocas. Talvez tenhamos outros sentidos que não podemos entender agora.

O primeiro respondeu: – Isso é um absurdo. Andar é impossível. E comer com a boca? Ridículo! O cordão umbilical nos fornece nutrição e tudo de que precisamos. Mas o cordão umbilical é muito curto e a vida após o parto logicamente está fora de questão.

O segundo insistiu: – Bem, eu acho que há alguma coisa, e talvez seja diferente do que é aqui. Talvez a gente não precise mais deste tubo físico.

O primeiro respondeu: – Bobagem. E além disso, se há mesmo vida após o parto, então por que ninguém jamais voltou de lá? O parto é o fim da vida, e no pós-parto não há nada além de escuridão e silêncio e esquecimento. Ele não nos leva a lugar nenhum.

– Bem, eu não sei – disse o segundo. – Mas certamente vamos encontrar a mamãe e ela vai cuidar de nós.

O primeiro respondeu: – Mãe? Você realmente acredita em mãe? Isso é ridículo. Se a mãe existe, então onde ela está agora?

O segundo disse: – Ela está ao nosso redor. Estamos cercados por ela. Nós somos dela. É nela que vivemos. Sem ela este mundo não seria e não poderia existir.

Disse o primeiro: – Bem, eu não posso vê-la, então é lógico que ela não existe.

Ao que o segundo respondeu: – Às vezes, quando você está em silêncio, se você se concentrar e realmente prestar atenção, você pode perceber a presença dela, e pode ouvir sua voz amorosa, lá de cima.

E pensar que há pessoas defendendo a prática do aborto, depois de já estar aqui (vivo) e negando a existência do espírito.

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