Leondenis Vendramim

A segura palavra do profeta Daniel

As palavras do profeta Daniel são asseveradas pela Arqueologia e pela História. Daniel viveu durante o tempo da escravidão Babilônica, no século 6 a.C.

Por muito tempo os críticos se insurgiram contra seus escritos, negando a existência do rei Belsazar, sugerindo a possibilidade de nunca ter existido a cidade Babilônia, e o livro ter sido escrito por um certo Daniel do tempo dos Macabeus (século 2 d. C.).

Todavia, esses críticos se silenciaram quando, no século 19, arqueólogos, sob a direção de Robert Koldewey, escavaram e descobriram as ruínas da Babilônia, onde, hoje, está Bagdá, capital do Iraque. Aí encontraram manuscritos cuneiformes, objetos religiosos e construções arquitetônicas de uma civilização riquíssima, seu Portal de Ishtar (deusa do amor e da guerra, filha de Sin (deus do sol) e irmã de Shamash (deus da lua) de tijolos lápis-lazúlis, material raro e riquíssimo, com desenhos de leões alados, dragões, bois e águias em alto relevo. Muitos desses achados são encontrados no museu de Berlin – Alemanha. E há muito ainda por descobrir.

Então vieram a lume livros como “A Bíblia Tinha Razão”, “Deuses, Túmulos e Sábios” e outros. O historiador grego Heródoto já havia documentado sua visita a esse império antigo, dando detalhes das dimensões e características de Babilônia, mas preferiram duvidar da Palavra de Deus e confiar no conhecimento humano, que é progressivo e falho. Pode-se, com muita facilidade, acompanhar o relato profético de Daniel, capítulo 7, com a historicidade.

No primeiro ano do rei Belsazar (540 a.C.) Daniel teve um sonho e o descreveu. No sonho quatro ventos combatiam no Mar Grande: ventos são símbolos de guerras (Jer. 25:31-33); mar são povos, nações (Apoc. 17:15); dessa luta subiram do mar 4 animais, que são impérios ou 4 reis (Dan. 7:1-3,17).

O primeiro era como um leão com asas de águia. O Leão é ágil e forte. Com asas de ave (celeridade) (Dan. 7:4). Nabucodonosor, famoso rei de Babilônia, tomou as nações com muita bravura e rapidez, formando um império muito poderoso, o mais rico (604-561 a.C.) desde então.

Entre os rios Eufrates e Tigre, Babilônia era cercada por muralha e grade de ferro no leito do rio, parecia inexpugnável. Atualmente, os historiadores comentam sobre os templos chamados zigurates (porta do céu) tão altos como alguns prédios modernos, feitos de tijolos lápis-lazúlis. Alguns creem que a bíblica torre de babel tenha sido construída em Babilônia.

O jardim suspenso que Nabucodonosor mandou construir para sua esposa (uma das 7 maravilhas do mundo) é uma amostra da riqueza imperial, e os leões, símbolos do seu poder?

Mas suas asas foram arrancadas pelos Medo-Persas em 538, sob a liderança de Ciro. Esse reino é representado pelo urso, animal muito feroz, com 3 costelas  entre os dentes (Dan. 7:5), simbolizando bem a crueldade com que tratavam seus oponentes. Os estudantes do ensino médio sabem da conquista de Babilônia pelo sábio rei Ciro.

Como ele desviou o curso do Eufrates e aproveitou a abertura da grade do Eufrates deixada pelos guardas embriagados no banquete dado pelo rei Belsazar, despreocupado com o cerco persa. Os persas entraram e mataram com ferocidade os babilônios e seu rei.

Eis que surge um terceiro animal, um leopardo com 4 asas e 4 cabeças (Dan. 7:6). As 4 asas representam a incrível rapidez com que Alexandre, o Grande dominou Mesopotâmia, Egito, norte da África e demais países conhecidos, em 12 anos, atravessando rios e montanhas no tempo em que o transporte era feito por meio de animais. É impressionante! Fundou Alexandria e helenizou o mundo conhecido e morreu com 32 anos (maleitoso e embriagado?) sem deixar herdeiro. Seu reino foi dividido entre os quatro generais: Cassandro, Lisímaco, Seleuco e Ptolomeu.

O quarto animal, terrível e espantoso, com dentes e unhas de ferro, muito forte, com dez chifres, devorava tudo e o que sobrava pisava a pés (Dan. 7:7). Este animal representa bem o império romano (chamado por Gibbon, império de ferro).

Dominou tudo e o que sobrava, destruía como fez com Cartago de Anibal nas guerras púnicas: destruíram todas as casas, mataram 85.000 soldados e trucidaram a população sob as ordens do general romano Cipião Emiliano em 146 d.C., conforme desejo do senado romano.

Assim como os animais simbolizavam os impérios, os dez chifres representavam os países que surgiram no império romano (Dan.7:20,243-24). Com as invasões bárbaras, amistosas e belicosas, o império tornou-se uma colcha de retalhos. Surgiram países fracos e fortes (Grécia, Espanha, Itália, Bélgica, França, Alemanha, Inglaterra, Portugal, e outros. A História é acessível para se verificar a veracidade profética. (Concluiremos no próximo)

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