Leondenis Vendramim

Atmosfera do lar

O lar é o coração da sociedade. A sociedade compõe-se de famílias, ela é o que as famílias a fazem ser, do coração “procedem as saídas da vida”, diz o sábio Salomão. (Pv. 4:23).

A escritora Ellen G. White escreveu: “A paz, a felicidade e a prosperidade dependem das influências domésticas” (Ciência do Bom Viver, 348), o êxito ou a derrocada do Brasil depende daquilo que fizermos de nossos filhos. Tudo dependerá do caráter que neles forjamos. Que responsabilidade dos pais e mestres!

O ensino mais eficiente é o exemplo. A árvore produz fruto segundo sua espécie. A Bíblia cita um provérbio: “Tal mãe, tal filha” (Ez. 16:44). Há poucos dias a polícia prendeu, em Campinas, o pai, como líder, e o filho, coparticipante de uma quadrilha de traficantes de drogas.

O lar é a primeira escola para educar as crianças. Deve ser um recanto de aconchego, de acolhimento para se refestelar, usufruir do companheirismo e refazer suas energias a fim de enfrentar, com alegria, as labutas do dia seguinte, deve ser um ninho de amor, onde seus familiares anseiem por partilhar do carinho, do afeto, do bem-estar e daí sair para distribuir aos demais, a felicidade, a ternura e a espiritualidade das quais se proveu plenamente.

Cada membro deve defender o seu lar como a galinha que matou o gavião, a fim de proteger seus pintinhos. Embora saibamos que não há um lar sequer perfeito, pois os humanos são defectivos, todos devem porfiar pelo lar ideal e inatacável.

Nosso lar é um santuário adornado pelo amor, onde pai e mãe exercem o papel divino de abrigar, proteger, alimentar e educar os filhos.

A Constituição Brasileira garante a inviolabilidade do lar “salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial” (Artº 5º, Inciso XI).

Aristóteles (384-322 a.C.) ensinava um tipo de educação espartana, selecionando aos 7 anos, as crianças saudáveis e eliminando as doentes, ou, com defeitos físicos. Preparando-as para o convívio social.

A educação é responsabilidade do Estado. Para ele, os infantis aprendem copiando e repetindo as virtudes e atitudes dos pais. Alguns educadores creem que a educação deve começar quando ainda está no ventre materno.

A educadora Ellen White afirma que deve iniciar em casa, assim que a criança entenda a primeira palavra e ir à escola aos sete anos. (Orientação da Criança, p. 26). Para ela os filhos aprendem dos exemplos paternos. Os genitores devem se preocupar com a formação do caráter moral de seus descendentes e passar uma educação integral, física, moral, espiritual e social.

Marido e esposa devem estar intimamente unidos em seu trabalho na escola do lar. Devem ser muito ternos e comedidos na linguagem, bondosos e corteses um para com o outro, agindo de tal maneira que se possam respeitar mutuamente. Cada qual deve ajudar o outro a trazer para o lar uma atmosfera agradável e sadia. Não devem divergir na presença dos filhos. Sempre deve ser conservada a dignidade cristã.

A mãe deve ter a preeminência na obra de educar os filhos, pois os pais têm outras atividades. Pela associação quase constante com os filhos, especialmente durante seus mais tenros anos, deve ser sempre sua instrutora e companheira especial. Os pais devem ensinar o respeito e a obediência implícita, tanto na palavra como na ação, elevando assim os filhos. Tal educação significa muito mais que mera instrução. (Orientação da Criança, p. 24).

Os pais devem falar palavras retas e verazes, manter eles mesmos pureza de coração e vida se quiserem que os filhos sejam puros. As crianças crescem segundo as influências daqueles que os rodeiam. Se são educados pelos que são barulhentos e violentos, tornam-se barulhentos e violentos. Caso os genitores desrespeitem-se, discutam, gritem e briguem, seus filhos serão sem respeito para com eles e entre eles, gritões e briguentos e provavelmente darão trabalho à polícia. Se descuidarem da educação dos filhos enquanto novos, serão vergonha para pais e preocupação para a sociedade amanhã.

“Os filhos são herança do Senhor” (Sl 127:3), os genitores e tutores são mordomos para escrupulosamente tratá-los com amor e firmeza, de maneira cristã.

O sábio Salomão aconselha: “Instrui o menino no caminho que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele”. (Pv. 22:6)

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