J.R. Guedes de Oliveira

Au Pair – Uma grande pedida para país anfitrião

Escritor J.R. Guedes de Oliveira (Foto: Divulgação)

Antes de tudo é preciso definir o que realmente significa e qual o precípuo objetivo da “Au Pair”, uma modalidade já há algum tempo vigente, nas relações entre as nações.

Au Pair é um programa de trabalho remunerado que consiste em morar por um período nos EUA trabalhando e estudando. A participante vivenciará uma nova cultura, fazendo parte de uma família local, cuidando de crianças e estudando.

É possível aperfeiçoar um idioma, viajar, se divertir e ainda ganhar por isso. Trata-se de um programa de intercâmbio com baixo investimento e inúmeras vantagens”.

Com efeito, ganha, o país receptor desses jovens, o compartimento com novas culturas, em total reciprocidade. Assim, o fortalecimento desse intercâmbio é um compromisso até de universalidade do conhecimento, das experiências e do entrelaçamento que deve existir entre países irmãos ou que mantém uma fraterna amizade dentro dos preceitos democráticos vigentes.

Inclui-se, portanto, neste intercâmbio, não só os aspectos culturais, mas também trabalhistas, pois que a contrapartida da família receptora é, também, remunerar a Au Pair.

A negação ou qualquer meio de suprimir ou tornar sem efeito as normas e os objetivos da Au Pair é um verdadeiro retrocesso, até porque inclui, nesta atividade, o apoio às famílias receptoras que tem seus integrantes em atividade laboriosa e, obviamente, necessitando de jovens que possam prestar estes serviços, olhando, cuidando e dando à atenção necessária aos possíveis ou prováveis filhos.

Num mundo atual, onde as circunstâncias de aproximação e de convívio entre as nações, é uma necessidade premente, em vista até da eliminação do isolacionismo que nada produz ou nada leva ao fraterno e estreitamento de laços comerciais e culturais.

Um exemplo claro dessa prática de entusiastas do programa de Au Pair, foi desenvolvido pelos Estados Unidos, após a 2ª. Grande Guerra Mundial.

O país foi um pioneiro na prática do intercâmbio, o que levou a outras tantas nações a seguir o seu exemplo, propiciando, a um enorme número de jovens compartilhar com o conhecimento, trabalhar, estudar e aprender a cultura do país anfitrião.

A solidez de um governo que pretende manter e até aperfeiçoar o intercâmbio da Au Pair é uma notável medida de comportamento de acolhimento e de visão democrática, dentro do que estabelece as bases de sua Carta Magna, ou seja, “ser democrático e acolhedor à todos, sem quaisquer tipos de discriminações”.

Sendo desta forma, obviamente o país só tem a ganhar. Um comportamento contrário a tudo isso, redunda em um afastamento e um desejo de supremacia sobre os demais.

Nenhum país, em qualquer tempo de sua existência, como nação, pode ou deve assim proceder, sob pena de acirradas e calorosas divergências.

Vejo, com enorme entusiasmo, governos e países que se prestam a consolidar e aperfeiçoar os programas de Au Pair. É muito significativo, em razão dessa estreiteza que engrandece povos e nações e consolidam os seus ditames democráticos no contexto geral de novos tempos.

Afinal, em tempos de novas buscas é salutar o convívio com outras culturas, saboreando e compartilhando novos conhecimentos.

ARTIGO escrito por J. R. Guedes de Oliveira, ensaísta, biógrafo e historiador. Os artigos assinados não refletem necessariamente a opinião do jornal. São de inteira responsabilidade de seus autores.

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