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Bíblia sem preconceito – 36

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Leondenis Vendramim é professor de Filosofia, Ética e História (Foto: Arquivo pessoal)

Enfermidades, antes erradicadas (sarampo, rubéola, caxumba e outras), estão de volta, no Brasil e no Mundo. Por quais motivos? O mal é diabólico, nunca deixa de espreitar pela chance de voltar e atacar. Cabe a todos nós, governo e povo, a vigilância e guerra contra os exércitos virulentos.

Ao governo é devida a profilaxia, a parte sanitária, como o tratamento de água e esgoto, o combate às pragas e à poluição e criar vacinas apropriadas para debelar os diferentes males. A nós, contribuirmos com a despoluição e vacinar-nos e aos nossos filhos.

Sarampo é uma doença altamente infecciosa, causada por um vírus. As crianças menores de 5 anos e pessoas desnutridas são mais suscetíveis. Ele diminui o sistema imunológico, ficando o doente predisposto às outras infecções como pneumonia, pode causar danos neurológicos como encefalite, surdez, retardo intelectual e morte.

Quanto mais desenvolvidos os países, menor é o número de óbitos. Em certos países africanos chega a 10% (Natalia Cuminale. Veja, 11/9/19, 78). Os sintomas incluem febre acima de 38,5°C; erupções vermelhas na pele; tosse; coriza; conjuntivite; e manchas brancas na mucosa bucal.

No Brasil a enfermidade já havia sido debelada desde 2016, mas para nossa vergonha e tristeza ela voltou com força e quantidade crescente. Entre os meses de junho a agosto de 2018, houve 1.266 ocorrências, nos mesmos meses de 2019, 2.753, aumento de 117%, (Amazonas, Roraima, Rio Grande do Sul, Rondônia e Rio de Janeiro são os mais infestados, mas há casos também em Pernambuco e em S. Paulo – na região de Campinas, há 169 casos). Segundo a ONU, o número de casos nos EUA e Europa quase triplicou. A razão?

Segundo a infectologista Rosana Richtmann ‘Simplesmente as pessoas não estão se vacinando’. ‘Hoje, com vacinas extremamente eficazes e amplas ferramentas de comunicação a divulgar os riscos de infecção, tanto a morte como os surtos são inaceitáveis’ (Idem).

Contudo, a ignorância impera de tal modo que parece termos voltado ao tempo do Dr. Oswaldo Cruz – 1904 (quase linchado por implantar a vacina contra a varíola, a desratização e o saneamento básico no Rio de Janeiro). Apesar da insuficiente oferta de vacinação pelo governo, ainda assim, o povo, maior interessado, não se vacina.

Em 2016, ano em que o Brasil ganhou o certificado de erradicação do sarampo, foram vacinados 96% dos brasileiros. No período de 2017 a 2019 a porcentagem média caiu para 86%, período em que o número de casos de enfermos triplicou. Coincidindo com a divulgação de um artigo publicado pelo médico inglês Andrew Wakefield associando a vacinação ao aumento de autismo.

Ele foi desmascarado e banido da medicina porque ele citou casos de 12 crianças que já possuíam indícios de autismo e queria ganhar fortuna dos fabricantes da vacina. Conhecendo parte da história surgiu o grupo “antivacina”, que por sua vez, divulga os equívocos, favorecendo o retorno da epidemia com suas funérias consequências.

A poliomielite (paralisia infantil, há casos de infecção de adultos) é provocada por vírus (poliovirus) causando febre, dor de garganta, insuficiência respiratória, náusea, vômito, prisão de ventre, paralisia e morte. Uma doença grave já debelada no Brasil desde 1990, contudo, ainda é endêmica na Nigéria, Afeganistão e Paquistão.

A história se repete, menos de 70% de nossas crianças são vacinadas, quando o ideal é de 95%.
Rubéola é uma doença altamente contagiosa, causando febre, erupções vermelhadas da pele, e outros sintomas parecidos com os da gripe.

Quando há o contágio de uma mulher grávida, o feto poderá nascer surdo, com má formação cardíaca, lesões oculares, ou um natimorto. É transmitida pelo falar, espirrar, respirar.

Difteria é doença bacteriana aguda, cujos sintomas são febre, dispneia, afonia e disfagia entre outras, por se localizar no nariz, faringe, laringe e amídalas surgindo placas que se estendem para outras regiões. É transmitida por até 2 semanas pelo falar, tossir, espirrar, por contato com a pele do doente.

A Bíblia e a natureza revelam que Deus nos ama e deseja que tenhamos saúde. Ele deu dons de curar (1Cor 12:28), criou alimentos e remédios, e deu-nos a razão para fazermos nossa parte. Somos responsáveis e prestaremos conta da nossa saúde! (1 Cor 3:16-17). Vacinemo-nos! É seguro! Protejamo-nos, e a nossos filhos de doenças, paralisia e morte.

ARTIGO escrito por Leondenis Vendramim, professor de Filosofia, Ética e História
Os artigos assinados não refletem necessariamente a opinião do jornal. São de inteira responsabilidade de seus autores.

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