Marcel Capretz

Campeão não nasce. É construído.

Sempre admirei os campeões. Para chegar ao topo eles apresentam mais e melhor do que os outros. Ninguém nasce campeão. Ele é forjado, construído e trabalhado. Ser o primeiro é um estado passageiro.

A vitória de hoje não garante a de amanhã. O caminho construído hoje pode e deve ser remodelado para o triunfo seguinte ser alcançado. Por tudo isso, ganhar uma vez é louvável, digno de aplausos. Mas ganhar muito e sempre é mais difícil e saboroso ainda.

O esporte de alto rendimento tem a competição em seu cerne. Ninguém chega as competições mais nobres se não tiver seu lado competitivo já provado e comprovado. Mas, insisto: por que uns ganham e outros não? E mais do que isso: por que alguns ganham uma vez e poucos ganham inúmeras vezes?

Pra mim a diferença é a mentalidade. O coração. O caráter. A força de vontade. Enfim, o nome, a alcunha pouco importam. Entretanto tem a ver predominantemente com características da alma, do espírito.

Não descarto o lado técnico dos grandes atletas. Mas até a habilidade específica para qualquer modalidade vai depender dessa força mental. De que adianta talento se não houver trabalho duro para aprimora-lo? Para que capacidade técnica se ela não for usada em prol de uma meta maior, ambiciosa e (no caso do futebol) coletiva?

Ou seja, de um jeito ou de outro, ninguém ganha nada se não tiver um inconformismo com o momento atual – mesmo que este seja vitorioso – e uma visão cristalina e triunfante do futuro.

Poucos ganham sempre porque poucos não se embriagam com o sucesso momentâneo. A mentalidade de buscar se aprimorar sempre, aprender com os erros, enxergar falhas e pontos a evoluir mesmo diante de vitórias não é para qualquer um.

Por isso não é qualquer um que tem o seu nome cravado na história como alguém não só que ganhou muito, mas que como causa para essa consequência, trabalhou duro, lutou e suou sangue quando ninguém estava vendo.

ARTIGO escrito por Marcel Capretz
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