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Canacap convoca associados e população em geral para carreata

Feriado deve ser marcado por diversas manifestações, a favor e contra o governo do presidente Jair Bolsonaro

Diferentes movimentos e manifestações estão marcadas por todo o país, na próxima terça-feira, 7 de setembro, data em que se comemora a Independência do Brasil.

Atos públicos, encontros e carreatas estão marcadas em grandes centros urbanos, como São Paulo, e em cidades do interior, como em Campinas, Piracicaba, Capivari e Rafard.

Segundo a Agência Brasil, a Polícia Militar de São Paulo se reuniu com pelo menos 43 grupos diferentes que pretendem ir às ruas no feriado. Os grupos favoráveis ao presidente Jair Bolsonaro vão se concentrar das 11h às 18h na região da Avenida Paulista, entre a Praça do Ciclistas e a Avenida Brigadeiro Luís Antônio.

Já o ato do Grito dos Excluídos e os movimentos que vão protestar contra o governo, ficarão no Vale do Anhangabaú, no centro da cidade, das 14h às 17h.

Em Capivari, um dos movimentos é encabeçado pela Cooperativa dos Plantadores de Cana da Região de Capivari (Canacap). A cooperativa realiza uma carreata pelas ruas de Capivari e Rafard no feriado de 7 de setembro.

O convite é destinado aos cooperados, comerciantes, empresários e apoiadores das manifestações. A saída está prevista para às 9h, com saída da Chácara Coreolano, sede da Canacap.

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Convite distribuído pela Canacap convoca população para carreata

A cooperativa não informou se a manifestação é a favor ou contra o governo, mas entidades do agronegócio tem enfatizado a defesa do Estado democrático de direito. Eles demonstraram preocupação com a imagem do país no exterior “com os atuais desafios à harmonia político-institucional e, como consequência, à estabilidade econômica e social em nosso país”.

“Somos uma das maiores economias do planeta, um dos países mais importantes do mundo, sob qualquer aspecto, e não nos podemos apresentar à comunidade das nações como uma sociedade permanentemente tensionada em crises intermináveis, ou em risco de retrocessos e rupturas institucionais”, informa o texto. “O Brasil é muito maior e melhor do que a imagem que temos projetado ao mundo. Isso está nos custando caro e levará tempo para reverter.”

As entidades do agronegócio afirmam, ainda, que são “responsáveis pela geração de milhões de empregos, por forte participação na balança comercial e como base arrecadatória expressiva de tributos públicos”. O grupo também defendeu a Constituição Federal de 1988 e a lisura do processo eleitoral: “Mais de três décadas de trajetória democrática, não sem percalços ou frustrações, porém também repleta de conquistas e avanços dos quais podemos nos orgulhar. Mais de três décadas de liberdade e pluralismo, com alternância de poder em eleições legítimas e frequentes”.

O texto destaca, também, que o desenvolvimento econômico e social do Brasil precisa de paz e tranquilidade para ser efetivo e sustentável. Defende, ainda, “a diversidade, que viceja no confronto respeitoso entre ideias”, mas “sem qualquer tipo de violência entre pessoas ou grupos”.

Ivanete Cardoso

Jornalista - MTB 57.303

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