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Cerca de 50 empresas de Capivari encerraram o CNPJ desde o início da quarentena

Número pode ser ainda maior, já que muitas empresas fecharam e as portas e não formalizaram o encerramento junto à prefeitura

Você sabia que existem quase 5 mil empreendedores com cadastro ativo na Prefeitura de Capivari? Sim, de acordo com dados fornecidos pelo governo municipal, 4979 pessoas exercem algum tipo de atividade econômica no município. Deste montante, 1584 estão classificados como microempreendedor individual, mais conhecido como MEI.

A relação também revela que 2778 empresas estão classificadas como prestadores de serviços. Em segundo lugar estão os comércios, com 1507 cadastros ativos.

Outros números

De acordo com a Prefeitura de Capivari, existem 248 ambulantes cadastrados para atuar no município. Logo depois, vem as indústrias, com 234 cadastros ativos. Outro número expressivo está na categoria fabricação MEI, com 125 CNPJ’s.

Quarenta e uma pessoas também estão cadastradas na atividade de taxista. Seguida pelos feirantes (29), transporte de alunos (9) e por últimos, 8 bancos.

Impacto

Com o advento da quarentena, motivada pela pandemia da Covid-19, apenas os serviços essenciais puderam manter as portas abertas em Capivari. Depois de mais de três meses fechadas, dezenas de atividades econômicas não suportaram o ‘baque’.

Segundo dados fornecidos pela Prefeitura de Capivari, de 24 de março deste ano, até o presente momento, 46 empresários de diversos ramos solicitaram o encerramento do cadastro municipal. Entre eles estão empresas, comércios e serviços diversos, ambulantes e autônomos.

O governo municipal alertou que esse número pode ser ainda maior, pois existem empresas que já encerraram as atividades e ainda não formalizaram a situação de encerramento junto à prefeitura.
Algumas dessas empresas também migraram as atividades para outra categoria de cadastro empresarial – por exemplo, para MEI – por questão de economia.

Retomada econômica

Desde o anúncio da retomada gradual da economia, no dia 28 de maio, Capivari figura na fase laranja do Plano São Paulo, seguindo a região de Piracicaba.

Nesta classificação (2ª Fase) de controle, são permitidas atividades de imobiliárias, concessionárias, escritórios e comércios, desde que sigam os protocolos sanitários do Plano São Paulo, definido pelo Governo do Estado.

Mas não basta apenas seguir os protocolos para que estes setores possam retornar ao trabalho. É preciso autorização da prefeitura para que possam abrir suas portas, seguindo também o decreto municipal.

Até o momento, segundo a Prefeitura de Capivari, foram recebidos 218 pedidos para a reabertura do comércio. Destes, 197 foram autorizados e 19 estão aguardando documentos requisitados para obter autorização. Somente dois pedidos foram negados.

Em Capivari, existem 184 empresas ativas na atividade de bares, lanchonetes e restaurantes, considerados serviços essenciais, que independem de autorização para funcionar com delivery e drive-thru.

Novos horários

No dia 19 de junho, o governo municipal publicou um novo decreto, que readequou os horários de funcionamento das atividades liberadas. Desde a segunda-feira (22), atividades de comércio, galerias comerciais e concessionárias funcionam no período das 12h às 16h. Já os escritórios e imobiliárias, das 8h às 12h.

Está mantida em 20% a capacidade de atendimento dos estabelecimentos. As quatro horas de funcionamento diárias continuam em conformidade com o Decreto Estadual.

De acordo com o prefeito, Rodrigo Proença, os novos horários são uma tentativa de evitar que todos saiam às ruas no mesmo horário (até então das 10h às 14h), o que aumenta o número de pessoas andando ao mesmo tempo pelas calçadas, e desta forma o contato e o risco de contágio entre elas.

“Mais uma vez agimos pensando no melhor para todos, para poupar vidas e desta forma, não precisar fechar as portas das empresas e comércios, tentando manter a economia. Mas o cenário pode mudar muito rápido se não houver a colaboração de toda a população, e até mesmo haver um retrocesso, pois como já foi explicado, se o sistema de saúde saturar e os casos só aumentarem, tudo pode parar novamente”, diz Proença.

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