Arnaldo Divo Rodrigues de Camargo

Chico Xavier e o indagador impertinente

Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta. Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Tiago 1:13-14

O escritor Ramiro Gama, jornalista de Petrópolis, conta como o guia (Emmanuel) do médium Chico Xavier respeitava a liberdade de escolha das pessoas. (1)

À semelhança de Jesus, que depois de curar as pessoas dizia: “Vá e não peques mais”. Esta é uma exortação para que a pessoa abandone sua vida de equívoco. Ninguém pode estar de consciência tranquila tendo a prática do mal ou dos vícios como seu padrão de vida. Aqueles que seguem os ensinos do Cristo são chamados a ter uma vida de vitória sobre os erros humanos.

O Evangelho de João registra o episódio em que os escribas e fariseus trouxeram uma mulher adúltera perante Jesus.

Aqueles judeus, fiéis aos preceitos mosaicos, queriam testar Jesus quanto ao fato de que a Lei de Moisés estabelecia que a punição para o adultério era a morte.

Ele mostrou que aqueles homens estavam desqualificados para serem juízes da mulher. Quando não restou mais nenhum acusador contra aquela mulher, Jesus disse a ela que também não a condenava, mas deixou a exortação final: “Vá e não peques mais” (João 8:11).

Interessante que em outra ocasião o Mestre também insistiu no preceito de que existe uma lei de causa e efeito, ou lei do retorno, porque já havia dito algo parecido.

Depois de ter curado um paralítico no tanque de Betesda, o Nazareno disse ao homem: “Eis que já estás são; não peques mais, para que não te suceda alguma coisa pior” (João 5:14).

Nessa declaração Jesus não afirmou que toda doença está relacionada a um pecado específico; mas que uma vida de pecado sem dúvida traz consequências muito graves.

Existem pessoas que contestam essas palavras do Senhor Jesus. Segundo elas, ao dizer: “Vai e não peques mais”, o Messias fez um pedido impossível de ser atendido, já que ninguém é capaz de deixar de pecar completamente.
Voltemos ao início de nosso texto, à postura do espírito Emmanuel. Determinada pessoa que fumava cinco maços de cigarros por dia, ou seja, 100 cigarros, pediu um conselho a ele sobre o hábito pernicioso a que se entregava, e o mentor espiritual atendeu-o, exclamando:

“Melhoremos a nós mesmos, meu filho”.

Não satisfeito o consulente indagou: “Eu desejava um conselho mais direto”.

O espírito, através do Chico, disse: “Fume menos…”

O impertinente indagador voltou à questão: “Ora essa! O que desejo é uma resposta positiva…”

E o orientador do médium, Emmanuel, então, endereçou-lhe as seguintes palavras: “Meu amigo, entre fumar e não fumar, é melhor não fumar. Entretanto, se você pretende fazer alguma coisa pior, continue fumando…”.

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