Educação

Como as instituições de ensino estão se preparando para lidar com esse cenário?

Apenas 30% dos pais acreditam que as escolas estão preparadas para a volta às aulas.

Como as instituições de ensino estão se preparando para lidar com esse cenário?

O debate sobre a volta às aulas presenciais nas instituições de ensino no 2º semestre de 2020 segue a todo vapor, ainda gerando muitas incertezas e ansiedade por parte dos pais, dos educadores e da sociedade como um todo.

A retomada pode representar o reencontro das crianças com ambiente e comunidade mais adequados para o estudo e também um auxílio para pais que já retomaram suas atividades profissionais.

Por outro lado, pode aumentar consideravelmente a possibilidade de transmissão do coronavírus para toda a população. Equacionar as novas formas de ensino, as novas normas de convivência e o distanciamento social traz enormes desafios para as escolas e famílias.

Foto: Reprodução internet

De acordo com Eveline Iannarelli, sócia da Oficina da Estratégia, algumas preocupações se destacaram em um estudo conduzido pela consultoria no primeiro semestre de 2020.

Ao avaliar a percepção dos pais em relação ao ensino remoto, surgiram com destaque questões como a falta de clareza na comunicação entre as escolas e os pais, a dificuldade no planejamento das aulas, das atividades e dos formatos de avaliação, a falta de capacitação dos professores para o trabalho online e ruídos nas orientações aos alunos.

Vale ressaltar que, no momento em que a pesquisa foi conduzida, apenas 30% dos pais acreditavam que as escolas estavam preparadas para fazer os ajustes necessários para o período de volta às aulas.

Com base nesses resultados, a Oficina da Estratégia desenvolveu recomendações para que o plano de volta às aulas leve em consideração as relações entre a escola, as famílias e os educadores neste momento no qual as dúvidas e inseguranças ficam evidenciadas. Entre elas:

  • O planejamento e organização das atividades deve ser comunicado de forma clara e objetiva a todos, com alguma antecedência.
  • Manter um canal de comunicação direto e frequente, “medindo a temperatura” por meio de pesquisas e enquetes rápidas junto às famílias e educadores, pode ajudar a ajustar a rota das estratégias definidas ao longo do semestre.
  • Mais do que capacitar os professores e funcionários, as escolas precisam compartilhar e engajar as famílias na nova realidade. Planejar e comunicar os planos de treinamento interno e as medidas adotadas pode aumentar o grau de confiança dos pais.
  • É importante rever os mecanismos de avaliação. Traçar um diagnóstico da aprendizagem de cada estudante e criar planos de recuperação individualizados são outros pontos essenciais.
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