Arnaldo Divo Rodrigues de Camargo

Como será depois da pandemia?

“O vírus não derrotará o capitalismo… Nenhum vírus é capaz de fazer a revolução. O vírus nos isola e nos individualiza. Não gera nenhum sentimento forte de coletividade. De alguma forma, cada um se importa apenas com sua própria sobrevivência”, Byung-Chul Han, filósofo sul-coreano, publicado em “El País”

Como será depois da passagem dessa tempestade que está ceifando vidas no mundo todo? De repente, ficamos alarmados: o que seria um surto setorial na China se estendeu para o mundo; aquilo que seria uma estação, venceu o primeiro ano se multiplicando e não sabemos como será o amanhã.

Essa campanha de solidariedade, “fique em casa”, é boa para quem está com a vida na sombra, aposentado, que tem algum capital, ou é funcionário público com cargo garantido, ou empresário bem-sucedido; manter as distâncias mútuas é muito bom, preserva vidas, mas não vivemos em uma sociedade que se solidariza, porque não oferecemos recursos básicos e justos para todos.

O capitalismo é selvagem. Veja só um exemplo: o interesse dos acionistas e o preço do petróleo da “nossa” própria Petrobrás, nessa pandemia, quanto aumentou só em 2021? Sendo atualmente autossuficiente para atender o mercado interno, nossa moeda sendo o real, e não o dólar, e ainda assim o produto brasileiro é controlado pelo exterior? É o sexto reajuste de gasolina e o quinto do diesel em 2021, com altas acumuladas de 54% e 41%, respectivamente (Folha de São Paulo, 08 de março). E o aumento de renda dos trabalhadores e aposentados?

E saber que recebemos de Deus todas as terras, águas, matas e riquezas infinitas, mas “dividimos” só entre poucos… O Poder Superior nos oferece de graça oxigênio, sem que precisemos contratar máquinas ou minas para produzir; permite-nos dormir no sereno da noite e da lua, e nos acorda de madrugada com a aurora do sol radiante, o qual nos aquece e ilumina. As brisas, as chuvas, as estações de frio e calor, o Senhor nos concedeu um mundo maravilhoso para compartilhar, e o homem o apequenou.

A pandemia da covid-19 tem exigido manter a força, a energia e a saúde, ensinando-nos a mudar a maneira como lidamos com o nosso corpo. Exercício, alimentação saudável, sono e menos estresse físico e emocional. Aquilo que era normal trabalhando, passeando (o nosso corpo), se tornou uma ameaça para nós próprios diante do coronavírus, especialmente se tivermos comorbidade (obesidade, pressão alta, doença respiratória, problemas cardíacos, e muito além, atacando vários órgãos e sistemas do corpo, incluindo as famigeradas tromboses).
No século XX os benfeitores espirituais em várias partes do mundo anunciavam que o planeta Terra iria passar pela transformação de mundo atual de provas e expiações para mundo de regeneração.

Aqueles que não se comoverem e não viverem o código divino do amor – “tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas” (Mateus 17:2) – vão ter novas chances em outros mundos de cursos primários.

E aqueles que permanecerem no bem receberão as benesses prometidas pelo Mestre dentro do terceiro milênio: “Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a Terra” (Mateus 5:5).

Pensemos em solidariedade e sigamos confiantes e fraternos, sabendo que essas atitudes são de nossa responsabilidade. As palavras, as condutas, as ações construtivas, os esforços no estudo e no trabalho, as ideias positivas e nobres, mas também, as consequências de nossos erros e ações negativas.

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