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Cristiano Ronaldo, a fama e o alcoolismo

02/03/2018

Cristiano Ronaldo, a fama e o alcoolismo

Arnaldo Divo Rodrigues de Camargo é especialista em dependência química pela USP/SP-GREA

ARTIGO | Cristiano Ronaldo é um dos jogadores mais famosos do mundo na atualidade, reconhecido pelo seu comportamento no campo e extracampo.

Por exemplo: é doador de sangue, motivo pelo qual nunca fez uma tatuagem no corpo.

Não faz uso de substâncias como fumo e álcool, porque sabe que seu corpo é instrumento de trabalho. Seu pai faleceu quando ele tinha apenas 20 anos. O futebolista usou de todos os recursos para salvar o pai, Dinis Aveiro, que morreu de falência dos rins e do fígado, em 2006, devido ao grave problema do alcoolismo.

“Meu pai estava quase sempre bêbado. Não sei por que era assim. Não conheci realmente o meu pai”, contou o craque.

Cristiano Ronaldo mantém-se solteiro. Depois do sucesso, tem uma vida bem confortável. Reuniu a família no Natal do ano passado e compartilhou o registro no Instagram, onde aparecem a mãe, as irmãs, os sobrinhos, a namorada espanhola, Georgina Rodriguez, e os quatro filhos do jogador – o primogênito, Cristiano Ronaldo Júnior, de 7 anos, os filhos gêmeos (Eva e Mateo, nascidos de uma “barriga de aluguel” que lhe custou R$ 750 mil) e a menina Alana Martina, do atual relacionamento com Georgina.

De origem simples na ilha da Madeira (Portugal), Ronaldo desejava ser jogador. Sua mãe, Dolores, incentivava-o sempre dizendo que a única alternativa que ele tinha na vida era apostar tudo no futebol, e que não deveria voltar para a ilha (além de ela ter que sustentar os outros três filhos, o casamento com Dinis estava à beira da ruptura por causa do alcoolismo crônico deste).

Infelizmente, Hugo Aveiro, o filho mais velho de Dinis e Dolores, seguiu os maus hábitos do pai, enquanto Ronaldo ia crescendo como jogador. O irmão fez diversos tratamentos para recuperar-se do vício da droga e do álcool, tratamentos pagos pelo craque.

Liberto das drogas, Hugo revela que teve mais dificuldades em deixar de beber. No documentário feito na final da Champions League, em 2014, há uma cena particularmente emotiva. O Real Madrid conquistou a 10ª taça deste troféu. Hugo salta da arquibancada e, no campo, abraça o irmão. Estava combinado, entre Hugo e Cristiano, que assim seria se ele estivesse curado do alcoolismo. (Observação: por ser uma doença crônica, o alcoolismo não tem cura; o irmão de Cristiano estava em abstinência do álcool e outras drogas, ou seja: em recuperação.)

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