Leondenis Vendramim

Deus, a Bíblia e a Ciência 7

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Leondenis Vendramim é professor de Filosofia, Ética e História (Foto: Arquivo pessoal)

Ao abordar o tema “Deus, a Bíblia e a Ciência”, obrigatoriamente, há de se considerar O Jesus histórico, Ele é a razão do cristianismo, o fundamento da vida dos cristãos. Há muitas, mas decrescentes críticas sobre a existência, morte e ressurreição de Jesus e há provas históricas e arqueológicas, muito consistentes sobre Sua historicidade.

Tácito, Plínio e Suetônio, confiáveis fontes pagãs, escreveram sobre Jesus e Sua vida como um Benfeitor crucificado. Flávio Josefo (37-100 d.C.), judeu, de família sacerdotal, historiador entre os mais citados, contemporâneo de Jesus, e, interessado na Sua inexistência, escreveu sobre João Batista, Tiago como sendo irmão de Jesus, Judas da Galileia (Antiguidades, XVIII. 5.2,1.6,3.3, sobre a queda de Jerusalém (70 a.D.) na guerra iniciada em 66 a.C (Antiguidades xii.7.6), prevista por Jesus, e causou a morte de centenas de milhares, e outros tantos de crucificados. As escavações arqueológicas trouxeram à luz, ossos do calcanhar de pessoas crucificadas e muitos pregos usados para tal atrocidade e outros objetos como moedas, vasos e copos de barro, como os usados na santa ceia no tempo de Jesus. (Expostos pelo Arqueólogo, Historiador e Filósofo Rodrigo Silva).

Os romanos, segundo historiadores, crucificaram milhares de pessoas no século 1, inclusive mulheres, todos nus, a semelhança de Jesus. Jesus Cristo não é um personagem da mitologia, nem foi criado pela fantasia humana por interesses religiosos ou econômicos, Ele é histórico, e isto é fato confirmado pelas ciências humanas. Não há o que discutir.

As Escrituras previram: o surgimento de um profeta, líder, benfeitor (At 10:38, Mt 15:31) semelhante a Moisés (Dt 18:15); o nascimento de Jesus em Belém de Judá, ou, melhor, o Divino tornar-Se Filho do Homem (Mq 5:2); a perseguição por Herodes (Mt 2:13); Seu sofrimento (Is 53); a entrada do Rei dos judeus em Jerusalém montado num jumento ( Zc 9:9); a ferida nas Suas mãos e pés (Sl 22:16); o lançamento de sorte para repartir Sua veste (Sl 22:18); Sua morte (Is 53:7); Sua ressurreição no terceiro dia (Mt 12:40); a queda (Mt 23:37-38, 24:1-2); e a reconstrução e Jerusalém (Dn 9:24-250.

Paulo era um judeu talentoso, fariseu, poliglota dos mais cultos do seu tempo, sequioso por destruir aos da “seita de Jesus”, escreveu entre 45 e 67 a.D. 12 anos após a crucifixão testemunhando do Cristo crucificado, ressuscitado e intercessor dos humanos. Marcos escreveu no ano 55 a.D., 22 anos pós morte de Cristo; Lucas, médico e historiador, escreveu no ano 63 a.D., 30 anos pós morte de Cristo. Não poderiam se basear em mito, o que leva séculos para ser idealizado; e que vantagem teriam em exaltar Aquele que era odiado pela elite judaica e escarnecido pela sociedade romana, tornando-se eles mesmo ridicularizados?

Pouquíssimos estudiosos, como P. Hochart (em 1885) contestam a veracidade Jesus Cristo. Na Biblioteca Medicea Laurenziana, em Florença, na Itália, há um manuscrito de Tácito sobre Cristo, grafado “Crestos” (traduzida por bom, útil). A autenticidade do texto é confirmada por Robert van Voorst, John P. Meyer e outros escolados. Tácito refere-se a Pilatos como Prefeito e a Cláudio como imperador que concedeu a Herodes Agripa, o cargo de Rei e Procurador da Judeia.

O nome de Pilatos também aparece ainda num tablete na língua latina como corresponsáveis pela condenação de Cristo (ver Mt 2:1 e Lc 3:1, 23:11). Flávio Josefo, muito respeitado, fonte neutra, também fez referências a Pilatos, governador e a Jesus como “Mestre” que fazia “feitos extraordinários”, confirmando a historicidade de Cristo.

Jesus é personagem histórico e previsto pelas Sagradas Escrituras como Senhor dos exércitos Benfeitor (Sl 84:11-12). A Bíblia comenta muitos fatos científicos e históricos escritos há milênios, e validado pelas ciências hodiernas como a Arqueologia. Embora seja o mais lido, editado e criticado, ultrapassa incólume por todas as barreiras sem sofrer mudanças, contrastando com os livros de cientistas, que com suas afirmações “peremptórias”, são contraditas por descobertas posteriores, e muitas caem no ridículo por sua proposição simplória, ou, ultrapassada pelas novas da tecnologia, ou, ainda, pelas falsidades científicas (que são muitas).

“A Palavra do Senhor permanece para sempre” (1 Pe 1:25), imutável porque é a Palavra de Deus, “em Quem não há variação ou sombra de mudança¨(Tg. 1:17). “Crede no Senhor vosso Deus e estareis seguros; crede nos Seus profetas e prosperareis” (2 Cr 20:20).

ARTIGO escrito por Leondenis Vendramim, professor de Filosofia, Ética e História. Os artigos assinados não refletem necessariamente a opinião do jornal. São de inteira responsabilidade de seus autores.

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