Leondenis Vendramim

Deus e a felicidade da família

O matrimônio é um relacionamento para toda a vida, embora muitos deem pouco valor para isto. Jesus disse que nos últimos dias dar-se-ia pouco valor a essa instituição – casar-se-iam e dar-se-iam em casamento; muitos casaram-se mais de sete vezes.

Há casos em que se casam como experiência, prevendo uma provável separação. O colunista Ivan Martins da Revista Época expressou bem o ritmo da vida moderna dizendo que vamos ter de nos acostumar a essa forma essencial de instabilidade.

Assim como não existe mais emprego para a vida inteira, talvez não haja mais casamento para a vida inteira. Afinal, tanto o emprego quanto o casamento podem acabar a qualquer momento. Você pode ser demitido a qualquer hora. Antes, a gente se casava uma única vez.

Escolhia um parceiro antes dos 30 anos e ficava com ele até o fim da vida. Para o bem e para o mal. Mas isso, faz tempo, é verdade para um número cada vez menor de pessoas. Só os que têm muita sorte ou são imensamente conformistas passam a vida com um único parceiro.

A maioria – ao menos no meio em que eu vivo – terá múltiplas relações durante a vida. O casamento é “uma experiência que pode ser repetida duas, dez ou vinte vezes”.

Célia Horta da Rádio Bandeirantes diz que pessoas que se casam várias vezes têm necessidade de aplausos, de aprovação alheia, de se idealizarem.

Hellen Fischer justifica os poli casamentos dizendo ser baseado na história evolutiva. Somente 3% dos mamíferos são monogâmicos. Os múltiplos casamentos permitem uma variação genética muito maior.

Jesus diz só permitir o divórcio por infidelidade conjugal (Mat. 5:32), também quando há brutalidade de um dos cônjuges, mas o matrimônio é para a vida toda.

O namoro é um tempo no qual, moços e moças devem analisar bem o caráter do pretendente, com a razão e não com o coração. Diz o ditado popular que durante o namoro devem abrir bem os olhos e depois de casados mantê-los fechados; uma música sertaneja alerta jocosamente, “casamento é um buraco onde todos querem entrar, quando estão dentro todos querem sair.”

Poucos têm ideias corretas acerca da relação conjugal. Muitos pensam que o casamento é a conquista da bem-aventurança, mas não sabem um quarto dos pesares que muitos carregam. O casamento, para a maioria, é um jugo aflitivo.

Milhares há que se acham acasalados, porém não casados, diz a escritora Ellen G. White. A união matrimonial é um dos passos mais importantes da vida, e não devem ser dados precipitadamente, ainda que amem, não devem amar cegamente.

O amor não é a única coisa a ser ponderada. O amor não é cego, o amor enxerga o futuro longínquo, examina as consequências: a felicidade de ambos, a saúde dos descendentes, observam o palavreado e o tratamento para com os pais, pois será assim o tratamento que receberá após a cerimônia.

Acima de tudo o casal precisa ter Deus no seu lar. Certa vez o Dr. Siegfried Hoyler, dono das Faculdades Hoyler, perguntou a nós, mestres e doutores, numa reunião de professores: qual era a base da ética e do amor?

Ninguém se atreveu a responder, então ele mesmo disse: “É Deus, Deus é amor e sem Ele não há amor e sem amor não há ética”. Os que desejam constituir um lar devem pedir a orientação divina porque “Do Senhor vem a mulher prudente” Ellen G.White. Ciência do B. Viver, 357.

Diz um ditado: “Quem vê cara, não vê coração” O tempo de namoro é muito precioso para observação e estudo. Os pretendentes precisam analisar a conduta do futuro cônjuge com os familiares, se há paciência, bondade, laboriosidade, vícios.

Tudo precisa ser analisado com a razão e não com o coração, pois “Enganoso é o coração mais do que todas as coisas” (Jer.17:9)”. Se o(a) candidato(a) não for aprovado no escrutínio e desejam uma união feliz, pacífica e escapar a futuras misérias e tristezas é melhor romper, ainda que compromissados, a sofrer depois do casamento e envolvam filhos.

Feliz é o lar em que o homem é honesto, sua companheira sábia e prudente, governem bem a sua casa e sejam tementes a Deus.

Ninguém se deve comprometer com pessoas, cujo comportamento não permita receber Cristo como hóspede contínuo em seu lar e Deus não as possa abençoar e honrar. Uma boa sociedade forma-se com boas famílias.

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