Rubinho de Souza

Dia 1º de maio – Dia do Trabalho ou Dia do Trabalhador?

O Dia 1º de maio, que comumente chamamos de Dia do Trabalho, na verdade, segundo estudiosos da área, trata-se do Dia do Trabalhador, que não é comemorado somente no Brasil, visto ser o Dia Internacional dos Trabalhadores, onde se comemora os direitos conquistados através de muita luta, pelos trabalhadores de todo o mundo.

Então, a Festa do Trabalhador é uma data comemorativa internacional, dedicada aos trabalhadores, celebrada anualmente no dia 1º de maio, em quase todos os países do mundo, sendo feriado em muitos deles.

No caso específico do Brasil, a menção ao dia 1º de maio, começou na década de 1890, logo após a República ser proclamada e instituída, e quando iniciava um processo acentuado do desenvolvimento da indústria brasileira.

Nas duas primeiras décadas do século XX, começaram a formar-se os movimentos de trabalhadores organizados, sobretudo em São Paulo e no Rio de janeiro.

Mas somente em 1917, quando na cidade de São Paulo, os trabalhadores protagonizaram uma das maiores greves gerais já registradas, é que o movimento dos trabalhadores ganhou tamanha força, que no ano de 1924, o então presidente Arthur Bernardes, resolveu reservar o dia 1º de maio como Dia do Trabalhador, passando dessa forma a ser feriado nacional.

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Foto enviada pelo colunista

Em Villa Raffard na época que os franceses comandavam a Usina, os festejos do Dia 1º de maio, começavam logo ao nascer do sol, com a fanfarra, percorrendo as principais ruas depois do toque da alvorada, acordando os moradores, ao executar várias marchas, sob o comando do cabo Allan Rolin Barbosa.

E as festividades, duravam o dia todo, com inúmeras programações, e eventos, tais como gincanas, jogos de futebol, brincadeiras para as crianças e a principal atração que era pegar o porco lambuzado de graxa que era solto no campo do RCA, cujo troféu ao vencedor era o próprio animal.

Nesse dia os moradores de Villa Raffard, e os operários da usina que moravam nas fazendas ou até mesmo em outras cidades, lotavam a rua Maurice Allain, e entorno do Rafard Clube Atlético, onde se comemorava a maior parte dos eventos, prestigiando a festa do trabalhador.

Na rua Maurice Allain, eram realizados vários tipos de gincanas, de ciclismo, de corrida com ovo na colher, corrida no saco, todas patrocinadas pelos franceses, dirigentes da Usina de Rafard, que premiavam os vencedores e concorrentes.

No campo do RCA, além de várias disputas de times de futebol locais e da região, que duravam o dia todo, tínhamos outras disputas para descontrair o povo, que era o jogo de futebol dos “gordos contra os magros” cuja foto ilustra um dos times de destaque da época de ouro de nossa querida Villa Raffard, onde estão segundo informações de Eduardo J. Estanislau: Hermes Forti – Conrado Relli – Waldemar Braggion – Frederico Lorenzon – Bebe – Luiz Marques – Oswaldo “portador”, e o garoto, seria um dos filhos de Ribete.

Esses dias, que como num filme inesquecível, ficaram guardados em nossa memória, e na de muitos daquela época, como um tesouro escondido, serão, na medida que forem trazidos à nossa lembrança, através de fotos, ou relatos das pessoas daquela época, que vão aclarando nossas lembranças, iremos compartilhando com o leitor amigo através das publicações feitas aqui e no Grupo Rafard – Do Fundo do Baú.

O que podemos afirmar, sem medo de errar, é que os eventos realizados nas datas do 1º de maio, assim como outros feriados comemorados em Villa Raffard, são inesquecíveis para quem viveu, presenciou e participou dessas festas memoráveis, das quais todos sentem muitas saudades.logo do fundo do baú raffard

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