Editorial

É preciso flexibilizar, afinal, não somos São Paulo

Muitas vezes, fica difícil expressar nossa opinião sobre determinados assuntos. Vivemos numa democracia e trabalhamos com diversos públicos. Cada um pensa de uma maneira, as opiniões se divergem sobre cada assunto.

Mas também não podemos nos furtar em dizer o que a ‘gente pensa’. E o assunto do momento é essa ‘praga’ que atinge o mundo todo, deixando grande estrago por onde passa.

A coisa é séria, não estamos aqui para desdenhar de tal assunto, mas nossos agentes políticos têm pecado em alguns aspectos no enfrentamento desse vírus.

Difícil comparar uma cidade como São Paulo ou Rio da Janeiro, com Capivari ou Rafard, por exemplo. As medidas, atitudes e ações não podem ser as mesmas, afinal, cada uma tem a sua particularidade.

No entanto que, hoje, apesar dos dois casos confirmados, mas já recuperados na Cidade Coração, os dois municípios descartaram a maioria das suspeitas. Neste momento, aguardam o resultado de um ou dois exames.

A tal da curva funcionou por aqui. Crédito para as ações tomadas, principalmente pelo prefeito de Capivari, Rodrigo Proença. Mesmo que rígidas, aparentemente elas surtiram efeito no enfrentamento a essa doença.
Mas o que tem que ser levado em conta, é a saúde econômica dos dois municípios. A recuperação financeira em uma cidade como São Paulo, com certeza será bem mais rápida. Pelas bandas de lá, são milhões de pessoas circulando e fazendo a economia girar com velocidade e quantidade.

Acreditamos que este momento exige bom senso tripartite, ou seja, dos administradores públicos, dos comerciantes e da população. Cada um fazendo a sua parte, haverá possibilidade de um afrouxamento do decreto estadual, que rege a quarentena até o dia 22 de abril.

O primeiro passo já foi dado em Capivari na última quarta-feira (15), quando o prefeito liberou a abertura dos comércios para o recebimento de carnês. Que seja o pontapé inicial para que as coisas comecem a voltar ao normal.

Para quem duvida do impacto dessa crise, segundo levantamento do Sebrae, pelo menos 600 mil micro e pequenas empresas já fecharam as portas e, pasmem, mais de 9 milhões de funcionários foram demitidos.

É assustador!

Não adianta ‘cobrir um santo e descobrir outro’. É preciso integrar gestão econômica e saúde para que a roda gire, mesmo que lentamente.
Que Deus esteja conosco!

Nota da redação

Toda essa situação também tem afetado os meios de comunicação, principalmente os impressos. Alguns até cancelaram temporariamente a circulação nas ruas.

O jornal O Semanário vem enfrentando as dificuldades financeiras da melhor maneira possível, renegociando com fornecedores e fazendo o ‘impossível’ para não deixar de circular.

Caso haja redução no número de páginas, não se assuste. Estamos tomando as atitudes necessárias para não deixar você sem a informação, afinal, nem todos tem acesso ao meio digital.

É um momento em que todos precisam ser informados e também ouvidos.

Agradecemos os clientes – assinantes e anunciantes – que, mesmo com todas as dificuldades, continuam apoiando este periódico.

Acreditamos que tudo isso é passageiro. Essa luta também é nossa e vamos enfrentar juntos, lado a lado!

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