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Eles são chamados de ‘anjos da guarda’ no enfrentamento à pandemia do Coronavírus

Dia 12 de maio, próxima quarta-feira, é comemorado o Dia Internacional da Enfermagem, data também conhecida como Dia do Enfermeiro. Época mais que propícia para homenagear enfermeiros e enfermeiras, estes profissionais capacitados para recuperar, promover e proteger a vida.

Seja nos hospitais públicos ou privados, postos de saúde, clínicas médicas, entre tantas outras áreas de atuação, os profissionais de Enfermagem são essenciais dentro do sistema de saúde, pois são eles que estão presentes do início ao fim do tratamento dos pacientes.

Este será mais um ano em que a data será comemorada em meio a pandemia da Covid-19, e na corrida contra o tempo para salvar vidas, eles já estão sendo chamados de ‘anjos da guarda’ na luta contra o vírus.

Em homenagem a estes incansáveis profissionais, a reportagem do Jornal O Semanário ouviu a história de duas enfermeiras, uma está na linha de frente da UTI Covid, a outra atende no dia a dia do Serviço de Saúde de Rafard.
Ambas definem a Enfermagem como ‘a arte de cuidar do outro’. Confira!

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A rafardense Jaine Barbosa de Campos é uma das profissionais de enfermagem que atuam na linha de frente combantente a Covid-19 (Foto: Arquivo pessoal)

De frente com a pandemia

Em sete anos de trabalho na UTI do Hospital Unimed de Capivari, a enfermeira Jaine Barbosa de Campos, de 37 anos, nunca tinha vivido dias tão difíceis como estes, desde o começo da pandemia.

Trabalhando na linha de frente da UTI para pacientes com coronavírus, ela vivencia de perto a luta diária dos profissionais de Enfermagem.

“Está sendo complexo e desafiador. Uma luta diária contra a Covid, nós queremos ganhar, mas nem todo dia é assim”, desabafa a profissional.

Em seus relatos sobre cada plantão de 12 horas, a enfermeira conta: “Estamos trabalhando com medo de nos contaminarmos e passar o vírus para os nossos familiares. Muitos profissionais não estão voltando para casa, e nós já perdemos uma colega de trabalho, isso foi muito difícil”.

Jaine já está na área da Saúde há 14 anos. Ela começou como técnica de enfermagem, depois foi cursar Enfermagem por cinco anos e fez mais dois anos de especialização. Apaixonada pela profissão, ela conta que é gratificante ver o sorriso feliz do paciente recuperado, e isso fica ainda mais forte, quando se trata da Covid-19.

Nesta pandemia, as equipes de enfermagem das UTIs da Covid se tornaram o elo de ligação entre a família e o paciente. Por não poder receber visitas, os pacientes internados com o coronavírus trocam mensagens e vídeos com seus familiares, e isso só é possível com a ajuda de profissionais de saúde, como a enfermeira Jaine.

“A família recebe o boletim médico diário, mas além disso nós fazemos as chamadas de vídeo, ajudamos o paciente a gravar e ouvir as mensagens e trocar vídeos com a família e amigos. Isso é muito importante para o ânimo na recuperação do paciente e no alívio para a família”, relata.

Sobre o que a deixa mais feliz na sua profissão, a enfermeira tem uma resposta simples e direta.

“O que é mais gratificante é ver o paciente receber alta, estar bem e voltar para casa, para perto da família. Isso não tem preço”.

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Fátima Donizete Amâncio, enfermeira responsável pelo Programa de Agentes Comunitários de Saúde de Rafard (Foto: Arquivo pessoal)

Pacientes da comunidade

Do outro lado, no dia a dia dos pacientes da comunidade, está a enfermeira Fátima Donizete Amâncio de 57 anos, que trabalha no Serviço Municipal de Saúde de Rafard desde 2007.

Sua história como profissional da Saúde começou já em 1988, quando assumiu um cargo de concurso público em Capivari, na época como atendente de saúde. Em seguida trabalhou como auxiliar de enfermagem e está no Serviço de Saúde até os dias de hoje, como enfermeira.

“Sempre tive comigo o intuito de cuidar e ajudar pessoas, e foi na Enfermagem que eu encontrei isso. A Enfermagem existe para cuidar, e é cuidar do paciente em todos os sentidos, no físico, no emocional e até mesmo no espiritual”, afirma a enfermeira Fátima.

Atualmente, ela está à frente da equipe do PACS (Programa de Agentes Comunitários de Saúde), de Rafard, onde busca superar os desafios e liderar a equipe de profissionais para um bom resultado no atendimento da Saúde.

O que a deixa feliz na sua escolha de ser enfermeira, são pequenos gestos que acontecem no dia a dia, como uma gestante, que após ter o bebê, envia para ela uma foto da criança recém-nascida, uma forma de agradecer pelos cuidados durante a gestação.

“É como se fosse alguém da nossa família. Vejo a foto do bebê, e fico feliz, pois ajudei a cuidar daquela mãe e acompanhei o desenvolvimento desta criança. Na Enfermagem eu posso sempre cuidar do outro, isso me faz feliz”, encerra Fátima.

Ivanete Cardoso

Jornalista - MTB 57.303
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