Arnaldo Divo Rodrigues de Camargo

Escolher ficar doente? Acreditar em milagres?

Você não pode evitar que a dificuldade bata à sua porta, mas não há necessidade de oferecer-lhe uma cadeira. Joseph Joubert

Não escolhemos ficar doentes, dependentes de álcool ou drogas ou morrer. Todos almejam um futuro de realização e coisas boas no campo profissional e familiar, particularmente desejamos a prosperidade, a saúde, e nossa família também pensa assim.

Se não somos responsáveis diretos por esses eventos, muitas vezes somos responsáveis indiretos. Você já ouviu falar em suicídio indireto? Por exemplo: provocar acidente por estar em excesso de velocidade, dirigir embriagado, abusar do álcool ou usar drogas e ter uma overdose, alimentar-se em excesso ou fumar, desenvolvendo uma enfermidade grave.

Ninguém escolhe livremente sofrer, mas passar por sofrimentos faz parte do aprendizado de todos nós que habitamos este planeta que chamamos Terra, porque existe vida em outros planetas, alguns mais evoluídos, outros iguais ao nosso e outros ainda inferiores a este.

Precisamos estar preparados para enfrentar dificuldades na vida, na profissão, na família. Ser útil na sociedade e ajudar o próximo e as pessoas que amamos são desafios e decisões que exigem de nós atitudes. Podemos contar sempre com Deus, nosso Pai amantíssimo, mas Ele não pode fazer por nós aquilo que precisamos fazer, tomar a iniciativa e a atitude de realizar o que nos compete.

Diante de tudo, é necessário modificar comportamentos, tomar novas diretrizes para colher resultados salutares e melhores a cada estação, focar mais na entrega à vontade de Deus e no respeito a suas Leis, e menos em nossas dificuldades e problemas, oferecendo cadeira para elas descansarem.

Frequento grupos de ajuda mútua que se dedicam a auxiliar aqueles que querem se libertar da dependência de álcool e outras drogas e também para familiares que desejam ajuda para superar a codependência – aprender a estabelecer limites e fazer o desligamento com amor, entre tantas abordagens saudáveis. (1 e 2)

E lá nos confraternizamos todas as vezes que nos reunimos, e o abraço sela nosso encontro. Nele encontramos carinho, confiança, amizade, alegria, paz e outros sentimentos que nos energizam a alma, tudo na maior franqueza e sinceridade – apenas por que nos queremos bem. O abraço realiza o milagre para a saúde do corpo e da alma, onde se alojam os nossos sentimentos mais íntimos.

Alguém outro dia me indagou se eu acredito em milagres. E eu respondi que depende do milagre: se é aquele que derroga as leis de Deus, não! Mas se são milagres diante da vida, digo sim, e tenho três em minha casa e muitos na família. Segundo o médico americano H. Gilbert Welch, quem deseja buscar saúde não deve procurar doenças, e ele lembra a recomendação da promoção da saúde deixada pela avó, que dizia: “Vá brincar lá fora, coma frutas, não fume”.

(1) Grupos familiares Nar-Anon e Alanon – Informações (19) 9 9356 6853
(2) Grupos de AA e NA – Informações (19) 9 9167 8318

Arnaldo Divo Rodrigues de Camargo é especialista em dependência química pela USP/SP-GREA
Arnaldo Divo Rodrigues de Camargo é especialista em dependência química pela USP/SP-GREA

ARTIGO escrito por Arnaldo Divo Rodrigues de Camargo é especialista em dependência química pela USP/SP-GREA. Os artigos assinados não refletem necessariamente a opinião do jornal. São de inteira responsabilidade de seus autores.

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