J.R. Guedes de Oliveira

Eusébio Van Den Aardweg – Pe.

Revmo. Pe. Eusébio van den Aardweg, – Sacerdote. Nasceu em Haarlem (cidade localizada ao norte, às margens do rio Spaame, cerca de 20 km de Amsterdam), na Holanda, no dia 12 de maio de 1911, desenganado pelo médico. Filho de Henrikus Jacobus Van Den Aardweg e de Dona Johanna Wilhelmina Hageman, recebeu o nome, na Pia Batismal, de Godwfridus Maria.

Aos 13 anos de idade ingressou no seminário em St. Oedenrode. Após seus 12 anos de estudos, foi ordenado sacerdote no próprio convento de congregação Valkenburg. Isto, aos 28 de julho de 1936. Tão logo acabara de completar um ano de sacerdócio, quando recebeu, com alguns de seus colegas, a nomeação de apostolizar uma terra distante.

Foi, então, no dia 15 de outubro de 1937, que ele pisava em terras brasileiras. Primeiramente, fixou-se em Araguari (Minas Gerais). Durante 10 anos exerceu o cargo de professor no “Colégio Regina Pacis”, onde lecionou Latim, Francês, Matemática, Desenho e História da Civilização.

Em novembro de 1948 foi nomeado vigário substituto em Belo Horizonte, na Igreja dos Sagrados Corações (Padre Eustáquio). Aí permaneceu apenas um ano. De 1949 a 1956, exerceu o vicariato no Rio de Janeiro, na Matriz de Santa Margarida Maria, na Lagoa Rodrigo de Freitas (Fonte da Saudade), cuja construção foi concretizada pelos seus esforços (como curiosidade: em 1950, na sua construção da referida Igreja, no bairro em frente ao Corcovado, o saudoso jornalista e depois governador Carlos Lacerda, assistindo a uma missa, assim se expressou: “Este Padre é uma sumidade em atualização. Também, pudera, ele fala com a Bíblia numa das mãos e um jornal na outra”.

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Padre Eusébio Van Den Aardweg (Foto enviada pelo colunista)

Foi vigário substituto em Ferraz de Vasconcelos, São Paulo. De 1957 até 1960, exerceu o cargo de Diretor Nacional de Entronização, sendo que no último ano desse período, participou do Congresso Internacional de Entronização, em Châteaudun, na França. Em março de 1961, por nomeação de Dom Aniger Teixeira, Bispo Diocesano, iniciou, aqui em Capivari, as suas atividades apostólicas, com a implantação de mudanças decididas pelo Concílio Vaticano 2º: missas celebradas em português, o sacerdote de frente para os fiéis, comunhão e reparações para o batismo e crisma.

Além disso, a introdução de músicas tocadas por instrumentos e a celebração de missas em locais abertos, como campos de futebol, clubes sociais, etc. Já, em 28 de julho de 1961 comemora o seu Jubileu de Prata Sacerdotal e, como vigário da Paróquia de São Benedito, há uma enorme festividade em Capivari, pela sua efeméride. Em 27 de dezembro de 1967 recebe o título de “Vigário Episcopal”; em 10 de julho de 1976, dia e mês festivo do aniversário da cidade, recebe o título de “Cidadão Capivariano”,nas dependências da Câmara Municipal. Nessa ocasião, comemora o seu Jubileu Sacerdotal – 40 anos de dedicação a Cristo e recebe inúmeras homenagens.
Agravada a sua saúde, em princípios de novembro de 1993, o seu falecimento, após a internação em hospital, por uma semana, ocorreu no dia 15 do referido mês e ano. Na literatura, deixou várias obras e inúmeros artigos nos jornais da cidade, principalmente no Correio de Capivari. Segundo se sabe, esta sua paixão começou na década de 50, quando trabalhava como editor de revistas religiosas. Os livros escritos e editados: “Naquele Tempo… Hoje…” (1985 e 1993); “Queridos Amigos” (1990) e “Maria Mãe – Tudo no Coração” (1993).

(Fonte: O Organizador)

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