J.R. Guedes de Oliveira

Figuras ilustres da região: Hugo Aguirre Armelin

Hugo Aguirre Armelin – Professor e Pesquisador. Nasceu em Capivari no dia 24 de dezembro de 1939.

Iniciou sua carreira no laboratório do Prof. Francisco J.S. Lara (USP) em 1964, ainda como estudante de graduação, tendo se doutorado em 1969. Neste período, estudou quantificação, isolamento e caracterização de ácidos nucleicos, e, processamento de RNA, adquirindo formação em bioquímica, biologia molecular e celular.

A partir de 1970, voltou-se para uma área de biologia celular e molecular que era incipiente, mas que desde então desenvolveu-se explosivamente: a) controle do ciclo celular; b) fatores peptídicos de crescimento e hormônios clássicos; c) transdução de sinal e proteínas codificadas por oncogenes.

Suas contribuições científicas mais relevantes estão nesta área. Em 1974, montou no Instituto de Química da USP, um laboratório de cultura de células de mamífero, tendo organizado um amplo banco de linhagens celulares e estabelecido padrões metodológicos de grande interesse e utilidade para laboratórios de pesquisa e empresas de biotecnologia.

Hugo Aguirre Armelin (Foto enviada pelo colunista)
Hugo Aguirre Armelin (Foto enviada pelo colunista)

Em 1971, começando no laboratório do Prof. Gordon Sato (University of California at San Diego, La Jolla, USA) com projeto próprio, fez contribuições de valor heurístico para a fase inicial do campo de fatores de crescimento: a) descobriu o FGF; b) demonstrou que EGF controla o ciclo celular; c) estabeleceu ensaios para fatores de crescimento. No início da década de 80, juntamente com a Dra. Mari C.S. Armelin e com a colaboração dos grupos dos Profs. Charles Stiles and Philip Leder (Harvard Medical School, Boston, USA) demonstrou, pela primeira vez, a participação de uma oncoproteína (c-Myc) no mecanismo regulatório de um fator de crescimento (PDGF), abrindo novas perspectivas para os estudos do papel funcional dos proto-oncogenes na transdução do sinal hormonal.

Na década de 90, seu projeto explora a hipótese de que, em células adrenocorticais, há vias alternativas de transdução do sinal do hormônio adrenocorticotrópico, além da via clássica do CAMP/PKA.

Foi Chefe do Departamento de Bioquímica (1989-1990, Diretor do Instituto de Química da USP (1990-1994) e Pró-Reitor de Pesquisa da USP (1994-1997). Foi Presidente da Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular (1989).

(Fonte: Biblioteca Central da USP)

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