J.R. Guedes de Oliveira

Isaltina Bicudo Piai

Mulher virtuosa, quem achará?… Provérbios 31:10-16

Isaltina Bicudo Piai – Benemérita e Escritora. Nasceu em Elias Fausto-SP, em 20 de agosto de 1925, filha de Joaquim de Campos Bicudo e Ana Dias Aranha Bicudo; é casada com Olivio Pagotto Piai (98), que foi vereador em Capivari, de cujo consórcio nasceu-se-lhes quatro filhos: Dario, Dairo, Ana Maria e Dair Bicudo Piai.

São seus irmãos: Iracema/Tica Bicudo Hazenfratz (+); Flávio de Campos Bicudo (Tatuí), Aurora Bicudo Fiori (+); Quinzinho Bicudo (+), Ismail de Campos Bicudo (+) e Salvador de Campos Bicudo (Elias Fausto).

Sempre amou e lavrou a terra, semeando e colhendo sempre! Plantou infinidades de árvores frutíferas e floríferas; dela estas palavras: “quem não semeia, não planta e não cria, não tem alegria”.

Foto: Divulgação

Mãe de quatro filhos: dois médicos, um engenheiro e uma pedagoga, a quem muito incentivou para suas formações universitárias!

Em 4 de outubro de 2012, data especial de suas Bodas de Diamante, lançou um livro “Família Campos Bicudo”, sobre a origem centenária da família, relatando suas lembranças e memórias afetivas dos tempos pretéritos na “Fazenda Samambaia” (é desta região os primórdios de Capivari), em Elias Fausto-SP, onde conviveu com dezenas de colonos, que plantavam “a terça” naqueles imensos hectares, quando a fazenda fora considerada o maior celeiro de toda região, e todos viviam na mais plena paz e harmonia.

Ali se produziam arroz, feijão, milho, melancia, batata, cebola, pimentão; todos tinham suas charretes, cavalos bem encilhados e animais.

Era a mais verdadeira forma de acesso do homem ao campo; a partir do início dos anos sessenta, iniciou-se o famigerado “êxodo rural”, quando os homens do campo deixaram em prantos seus campos produtivos… Foram para as cidades, despreparados e sem sonhos… As casas dos sítios e colônias das fazendas, em ruínas, destruídas.

Lá se foram para sempre a Samambaia, Boa Vista, Sobradinho, Morro Vermelho, Conceição, restando apenas a Fazenda Capuava, em Porto Feliz, com sua arquitetura proletária, que ainda insiste em resistir ao tempo…

Mulher simples e hábitos caseiros, incansável, uma vida pautada para o lar e família, próxima de fogão (doces e guloseimas das mais variadas), da sua máquina de costura (cortes finos – fazia para vender), plantas, lavouras, gado, hortas, frangos e galinholas… Mãe de extremosas virtudes e cuidados, sábias palavras, conselheira, longânima e companheira.

Fonte: Dario Bicudo Piai, filho

Jornal O Semanário

Esta notícia foi publicada por um dos redatores do jornal O Semanário, não significa que foi escrita por um deles, em alguns dos casos, foi apenas editada.

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