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Morre o jornalista e cartorário, Altino Lorena Machado

No mesmo dia, morreu também o seu cão de estimação, Zorro

Morreu na manhã do último domingo (17), o jornalista e cartorário, Altino Lorena Machado. Com 93 anos, ele era natural de Xiririca, hoje município de Eldorado Paulista, em São Paulo. Chegou em Capivari em 1971, para assumir o cartório de registro de imóveis da cidade.

Casado com Maria Benedita de Almeida Machado (89), Altino teve 10 filhos, dos quais 5 já são falecidos. Era avô de 15 netos e deixa, ainda, outros 12 bisnetos.

Altino trabalhou por muitos anos no cartório, mas sua paixão era mesmo o jornalismo. Corinthiano roxo, era na família o animador das festas e o melhor em expressar as palavras.

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Altino Lorena Machado morre aos 93 anos (Foto: Arquivo pessoal)

“Meu avô era apaixonado pelo jornalismo, amava escrever, falar, e era, muito dinâmico. Ele era um comunicador nato”, conta a neta, Juliana Machado.

Atuante na escrita e na cobertura de eventos esportivos, ele foi colunista em vários jornais da região, além de ser o correspondente oficial da Folha de São Paulo.

Altino também foi, por um período, o jornalista responsável do Jornal O Semanário.
O comunicador lutava há ano contra o mal de Alzheimer. Nos últimos meses ficou acamado e vieram as complicações.

Segundo a família, nas últimas semanas, ele foi internado com graves problemas no pulmão, que o levou a morte.

“Apesar de ser, pouco provável que ele tenha contraído a Covid-19, os médicos seguiram o protocolo de testes, e o resultado deve sair ainda na tarde de hoje”, explica a neta.

O velório teve início às 14h desta segunda-feira (18) e o sepultamento acontece às 17h, no Cemitério Municipal de Capivari.

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Zorro, cão de estimação de Altino, morreu no mesmo dia que seu dono (Foto: Arquivo pessoal)

Fiel até a morte

Coincidência, no mínimo emocionante, chegou para a família na tarde do domingo (17). O cão de Altino, chamado Zorro, foi encontrado morto ao lado do canil que o abrigava numa chácara da família.

“À tarde ficamos sabendo que o Zorro também tinha morrido. Ele era o companheiro do meu avô há mais de dez anos, e dormia nos pés da cama dele. Nós choramos de emoção ao saber que o Zorro morreu no mesmo dia do meu avô”, confidenciou a neta, Juliana Machado.

Segundo ela, quando Altino ficou acamado e teve que receber cuidados mais restritivos e alimentação por sonda, o cachorro foi levado para uma chácara, onde estava sob os cuidados de um membro da família. Nos últimos dias, Zorro também estava adoecido, e vinha sendo medicado, porém com poucas melhoras.

Ivanete Cardoso

Jornalista - MTB 57.303
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