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O Deus desconhecido 6

Alexandre Teles

Que a paz do Senhor e Salvador Jesus Cristo esteja em seu coração.

Continuando o estudo de Atos 17.22-31, estarei hoje dizendo que o Deus desconhecido que Paulo pregou, é o Deus que exige arrependimento.

O Deus que Paulo anuncia não é uma divindade tribal, não é mais um ídolo do panteão romano, não é um deus bonachão dos epicureus nem o deus insensível dos fatalistas.

Ele é o Deus soberano e Santo diante de quem todos um dia vão comparecer para dar contas de sua vida. Nenhum homem consegue entrar no céu pelos seus próprios méritos ou esforços.

Todos estão aquém das exigências da lei de Deus. Ninguém jamais satisfez a justiça de Deus com práticas de obras beneméritas. Ninguém pode merecer ou comprar o céu. Esse fato é claro, tendo em vista que não há um justo, nenhum sequer.

Todos se desviaram, e estão debaixo do pecado. Todos são devedores à lei de Deus. O homem natural está cego, endurecido e morto nos seus delitos e pecados.

Ele peca por palavras, atos, omissão e pensamentos. A Bíblia diz que Deus não inocentará o culpado; e ainda, a alma que pecar, essa morrerá. Na verdade, apenas um pecado nos afastaria de céu.

No céu não pode entrar nada contaminado. Se o pecado pudesse entrar no céu, este deixaria de ser céu. Assim, não há esperança de salvação para o homem, a não ser que ele reconheça a sua miséria e clame a Deus por misericórdia.

Sem arrependimento não há salvação. Só os arrependidos sentirão necessidade do Salvador. Só os arrependidos reconhecerão o caráter maligníssimo do pecado e buscarão refúgio no sangue do Cordeiro de Deus. O portal de entrada do evangelho é a ordem para o arrependimento.

O arrependimento é uma necessidade imperativa por causa da natureza Santa de Deus. Não há comunhão entre luz e trevas. Deus é luz, e o pecado trevas. “Se dissermos que mantemos comunhão com Ele e andarmos em trevas, mentimos e não praticamos a verdade” (1 Jo. 1.6).

Quem tem prazer no pecado não pode ter Deus como prazer da sua vida. Quem gosta do pecado vai ficar sem ambiente na presença de Deus. A luz expõe e reprova as obras más. “Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática do pecado…” (1 Jo. 3.9). Ainda diz a Escritura: “Todo aquele que permanece nele não vive pecando; todo aquele que vive pecando não O viu, nem O conheceu” (1 Jo. 3.6).

O arrependimento é imperativo por causa da natureza do céu. Uma pessoa que ama o pecado ficaria profundamente deslocada no céu. O céu não seria seu habitat. Nada que existe lá lhe daria prazer. O céu é um ambiente totalmente santo, de adoração, serviço e louvor a Deus.

Quem não se deleita agora na presença de Deus, quem não tem o prazer de adorá-lo, se sentiria bem no céu? A morte em si mesma não pode nos transformar. Quem morrer como ímpio na terra, não ressuscitará como santo, mas despertará para vergonha e horror eterno.

Quem morreu como ímpio na terra, jamais despertará como santo no céu. O tempo de arrependimento é hoje, é agora, e não na eternidade. Depois da morte não adianta acender velas e fazer missas em favor da pessoa que partiu. O purgatório não existe.

Só há dois destinos depois da morte: o céu ou o inferno. A salvação é uma questão puramente pessoal. O arrependimento tem lugar, e é do lado de cá da sepultura e não além do véu da morte.

O destino eterno da pessoa é lavrado antes da morte e não depois da morte. A Bíblia diz: “Ao homem está ordenado morrer uma só vez, vindo, depois disto, o juízo” (Hb. 9.27).

Não há salvação sem arrependimento. Não há alegria do perdão sem haver primeiro tristeza pelo pecado. Não há salvação para aqueles que não têm consciência de que estão perdidos.

O arrependimento envolve todo o nosso ser. Envolve nossa razão, mudança de mente; envolve nossa emoção, tristeza pelo pecado; envolve nossa vontade, mudança de direção. Dar meia volta e tomar outro caminho.

Se você mentia, agora não mente mais. Se você era infiel ao seu cônjuge, agora não o é mais. Se você era rebelde com seus pais, agora não o é mais. Se você buscava ambientes mundanos, bailes, clubes de carnaval, bancas de jogos, agora já não o faz mais. Se você fumava e bebia e se entregava aos desejos e concupiscências da carne, agora já não o faz mais.

O pecado é pior do que a pobreza, do que a doença e do que qualquer tragédia que possa nos advir. O pecado é pior do que a morte, porque todos esses males não podem nos afastar do amor de Deus, mas o pecado nos separa de Deus, agora e por toda eternidade.

O pecado não é apenas ignorância, não é atraso, não é doença, não é apenas um ato. É um estado que engloba a todos. O homem não é pecador porque peca, ele peca porque é pecador. “Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm. 3.23).

Ninguém está isento da necessidade de arrependimento. Todos são culpados. Todos estão perdidos. Todos estão debaixo da ira. Todos são filhos da desobediência. Todos se desviaram. Aos olhos de Deus não existe um povo melhor do que o outro. Por isso, todos devem se arrepender.

O pecado atingiu a essência da natureza humana. O homem é concebido em pecado, independentemente da sua raça, cor, religião, cultura, ideologia ou posição social.

Por isso, o Deus de toda a terra exige que todos, em toda parte, se arrependam.

Em Atos 3.19 diz: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim, os tempos do refrigério pela presença do Senhor”.

Na próxima semana estarei falando que o Deus desconhecido que Paulo pregou, é o Deus do juízo.

Que Deus, em Cristo Jesus te abençoe, e até a próxima semana, se Deus quiser.

Alexandre Teles, serve ao Senhor Jesus Cristo na Igreja do Evangelho Quadrangular Catedral do Amor em Rio das Pedras.
Os artigos assinados não refletem necessariamente a opinião do jornal. São de inteira responsabilidade de seus autores.

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