Rubinho de Souza

O nosso ‘7 de Setembro’

Dia em que se comemora “O Grito pela Independência” cuja data é significativa para o nosso país, sob o prisma da liberdade, representada pelo ato de D. Pedro I, que erguendo a espada bradou:

“Viva a independência e a separação do Brasil! Pelo meu sangue, pela minha honra, pelo meu Deus, juro promover a liberdade do Brasil! Independência ou Morte!”

Nós que estamos dobrando o “Cabo da Boa Esperança”, uns cinquentões, outros sessentões, com certeza se lembrarão da época, não muito distante, em que nas escolas eram organizadas as comemorações alusivas a essa data.

O verde e o amarelo predominavam nas escolas, onde os enfeites feitos com bandeirolas eram colocados nos corredores e no galpão, onde todos alunos e professores, ostentando fitas nas cores verde e amarelo nos braços, na camisa ou blusa, todos em posição de respeito, juntos cantavam os hinos alusivos à data, com hasteamento das bandeiras, cujas comemorações se estendiam por uma semana – era a “Semana da Pátria”.

Quem nos orientava nos ensaios dos hinos e depois nas apresentações, era nossa inesquecível professora de música Dona Rosa Maria Lembo Duarte, e sob sua regência todos alunos orgulhosos, entoavam os hinos com entusiasmo e muito respeito.

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7 de Setembro em Rafard (Foto enviada pelo colunista)

Eram tempos em que se o patriotismo era difundido nas escolas, e os alunos tinham o maior orgulho em participar de todos os eventos, repetindo os versos que Dona Rosinha, uma bondade em pessoa, nos ensinava com o maior carinho e paciência.

Ao escrever essas boas lembranças, rememorando essa época, confesso que cheguei a me ver, junto aos meus colegas, lá na frente da escola Professor Luís Grellet, repetindo as frases ditas pela nossa professora de canto:

“Sete de Setembro, data tão festiva, foi a Independência dessa terra são querida!

É uma grande data para o meu Brasil, que hoje está liberto cheio de encantos mil.

Viva, viva, viva a Independência do Brasil, do Brasil!”

Nesses dias, os moradores da cidade Coração, eram acordados ao som e ritmo da fanfarra do Cabo Allan Rollin Barbosa, que comandava os integrantes com autoridade de um sargento do Tiro de Guerra, e todos saiam marchando e acompanhando nosso Comandante com seu clarim ao toque do “Alvorada”.

Ao toque da “Alvorada” agora tocados pela fanfarra, o batalhão todo saia marchando em perfeita sintonia, como verdadeiros soldados, e à medida que a fanfarra adentrava a rua Maurice Allain, os moradores nas portas, nas janelas, nas calçadas, cobriam-nos de aplausos, acompanhando o desfile pelas ruas, até o seu término.

Ao recordar tudo isso, a vontade que nos toma, é a de regressar para aquele tempo, onde a magia da simplicidade, somada ao respeito por tudo o que nos ensinavam como símbolos sagrados, fazia de todos nós pessoas de bem.

Hoje, infelizmente, só nos restam as recordações desse tempo maravilhoso, cujos dias inesquecíveis, estão devidamente guardados numa gaveta do armário de minhas memórias, onde estão todas as boas recordações da minha infância e juventude.

“Um povo sem memória, é um povo sem passado”

Grande abraço leitor amigo. Se Deus deixar, semana que vem eu volto.logo do fundo do baú raffard

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