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O que dizem os Poetas de Capivari

ESPECIAL CAPIVARI 187 ANOS | COLABORAÇÃO J.R. GUEDES DE OLIVEIRA

Capivari 187 anos

J.R. Guedes de Oliveira

Comemoramos, condignamente, no dia 10 de julho, o 187º. aniversário de criação do município de Capivari, desmembrado da histórica cidade de Porto Feliz. No entanto, vale registrar que a Freguesia ou Distrito de São João de Capivari foi instituído por alvará de 11 de outubro de 1826. Seu topônimo foi simplificado para “Capivari”, pela Lei Estadual no. 975, de 20 de dezembro de 1905.

Segundo o insigne e saudoso historiador Vinício Stein Campos, um dos vultos mais proeminentes da fundação de Capivari, foi, sem sombra de dúvidas, o ituano Joaquim da Costa Garcia, falecido no dia 11 de setembro de 1831, no seu sítio do Engenho Velho, sem, no entanto, ver concluída a fundação, pela qual tanto lutou. Devemos a ele o desbravamento da cabeceira de ribanceira do rio, a formação da primeira rua, a criação da capela, a edificação da primeira igreja, o traçado do arruamento (um dos mais belos do interior), a elevação a Freguesia e outras benfeitorias mais. Joaquim da Costa Garcia deu mais de um quarto de século de sua vida pela causa da nossa terra.

Capivari deu muito de si como contribuição à causa republicana, enviando à Convenção de Itu uma das mais expressivas delegações e fazendo muita propaganda dos novos ideais que ferviam desde 1873.

No que se refere ao povoamento, inúmeras famílias aqui estiveram presentes, contribuindo para a formação da nossa cidade. Famílias como as do Botelho, Leme, Dias, Toledo Piza, Pires de Almeida Moura, Martins Taques (que chegou a Capivari em 1831), os Amarais, Cesário Motta – todos lembrados no nosso Brasão que traz, também, a famosa frase de Diogo Antônio Feijó: “Paulista por Mercê de Deus”. Esse Brasão foi elaborado pelo historiador Afonso de Taunay.

Quanto aos jornais da nossa cidade, diz-nos o saudoso pesquisador Homero Dantas (Eduardo Maluf), que o primeiro a surgir foi em 1875, com o nome de “Capivary”, fundado por Baptista de Souza. Depois vieram o “Tagarela”, em 1876; “Capivariano”, em 1884; “Gazeta de Capivary”, em 1885 (capitaneada, por mais de uma década, pelo ilustre itaboraiense Dr. Francisco Luiz Gonzaga); “A Mocidade”, em 1885; “Tribuna Juvenil”, em 1922; “O Progresso”, em 1923 (Rafard-SP); “O Democrata”, em 1925; “O Cometa”, em 1928; “O Correio Paroquial”, em 1931 (hoje, Correio de Capivari); “Nova Era”, em 1941; “São João Jornal”, em 1956 (família Colnaghi); “O Libertador”, em 1958; “Jornal da Cidade”, em 1973; “Jornal Dois Pontos” (família Andriotti) e “O Semanário”, desde 1991 (fundado por José Carlos Darros e João Proença, hoje como Diretor, o jornalista Túlio Darros) e outros mais avulsos e de efêmera existência.

Em matéria de música, tivemos alguns conjuntos excelentes em Capivari, entre os quais o “Conjunto da Saudade”, da década de 50, da Rádio Independência, que tanto contribuiu para a formação musical da cidade. Antes, porém, a “Corporação Musical Recreio dos Artistas”, a “Corporação Musical Santa Cecília” e a famosa e saudosa “Orquestra Sinfônica de Amadores de Capivari”, entre outras mais.

Como berço de intelectuais, registramos algumas expressivas figuras: Amadeu Amaral, Rodrigues de Abreu, Campos Filho, Jeová Braz do Amaral, João Prata, Vinício Stein Campos, Homero Dantas, Carlos Lopes de Mattos, Leal Pereira, Leonel Pereira, Aída Costa, Erício Gonzaga, Francisco Luiz Gonzaga, Padre Eusébio van den Aardweg, João César Campagnoli, Nérea Cortelazi Rampim, José de Almeida, Tarsila do Amaral, Décio Valente, Cesário Motta e outros tantos. Sem contar ainda, com os atuais que, principalmente na poesia, ilustram a nossa querida cidade.
De Capivari antigo, ainda lembramos alguma coisa: o Grupo Escolar Augusto Castanho, na rua XV de Novembro (onde estudamos), a Casa do Jarjura Rachid Milan, também na Rua XV de Novembro, a antiga Prefeitura Municipal e Câmara Municipal (lá funcionou, também, o Museu Histórico e Pedagógico Dr. Cesário Motta), o Cine Teatro Íris, o Cine Politeama, o Jardim da Cadeia e a Cadeia Pública (na Praça José Zuza), a Fábrica de Tecidos Jarjura Rachid Milan e a Estação da Sorocabana (no Largo da Estação), a Fábrica de Botões do Santoro, os Clubes 13 de Maio (do Pedro Motta) e o Clube Ai Vem a Marinha (do Dito Moia o Pano), o antigo Mercado Municipal (hoje, Rodoviária), o Mercado Municipal na Praça Rodrigues de Abreu, o Coleginho, a Rádio Independência, o Cine Vera Cruz, a Rádio Independência, o Templo Maçônico, a Casa da Família Lembo, a Casa de Júlio Ribeiro (onde ele escreveu A Carne), a antiga Sede do Tiro de Guerra (que servia para pousada dos então designados leprosos) – enfim, outras mais numa lista enorme de edificações históricas e sociais de Capivari.

Assim, queremos, nesta oportunidade, deixar a nossa mensagem de “Parabéns, Capivari!”, pelos seus 187 anos, reproduzindo, aqui, algumas poesias de ilustres figuras de nossa cidade:

Capivari

Rodrigues de Abreu

Terra de muito azul e de muita harmonia,
onde, ao sol, se divisa o lourejar das messes,
tu nem pareces terra, o que tu mais pareces
é um pedaço do céu de enlevo e de alegria.

Há por tua floresta imácula e sombria,
de assaz palpitações e doçuras de preces…
Terra de um povo bom! A ambição não conheces,
nem ódio, e nem calúnia, e és boa como o dia!
Mãe fecunda de heróis, de mulheres divinas;
de montanhas azuis, onde o olho se não cansa
e de errantes visões de sons de cavatinas…

És o país ideal da paz e da bonança!
Canta a luz, canta a vida! E nas tuas campinas
eternamente, paira o verde da esperança!…

Capivari

Amadeu Amaral

Eis-me na minha velha terra,
tão clara, tão singela, tão pequena!
Revivo a memória. É a mesma cena:
minha casa, o jardim, o teatro, a escola.

Todo o passado se me desenrola
em torno, e tudo, como foi, se ordena.
Sorrio, infante de rendada gola,
de cabelo dourado e alma serena.

Mas, quem sabe se o tempo que suponho
morto, ainda é presente? Se a amargura
de o sentir findo não é mais que um sonho?

E, absorto, penso ouvir, pela janela,
a voz de minha mãe que me procura,
para saber se estou bem perto dela…

Rio Capivari

João Prata

Rio, de longe vens, de velhas plagas,
as paisagens, talvez o taciturno aspecto
de ermos recantos onde andam sombras pressagas
pelas margens, lá atrás, onde o leito é mais reto.

Porque, rio vetusto, espelho predileto
de um galho onde uma flor cuja margem afagas,
de outro céu, outro azul, onde uma ponte ou um teto,
lembrança hás de guardar, sempre, ainda que vagas.

Rolas, quedo, sem pressa, em silêncio de claras
águas boas, feliz, rio das capivaras
e do bugre, com seu arco e flecha, bravio.
Bendita a eterna paz que te envolve e humaniza:
és, aos beijos da luz, no irmão que desliza,
sob a bênção do sol, em busca de outro rio.

Capivari

Homero Dantas

 

Terra que acalentou e acalenta os meus sonhos
românticos de poeta, eu ter amo, ó virginal
Deusa, ó inspiração feliz destes risonhos
anseios de minha alma, eterno roseiral.

Quando me sinto triste, eu saio, pelas quietas
horas das noites de verão, só, a pensar
em ti, no teu passado, e nos teus filhos poetas,
que me fizeram, sempre e encantado sonhar…

Vivo de evocações: recordo no nosso Abreu,
Moacir Piza, Léo Vaz… Recito J. Prata,
suave e singelo como o bondoso Amadeu…

Quanta recordação a minha alma seduz!
E, sobre mim, teu céu estrelado desata
uma lenta chuva de sonhos, rimas e luz!…

Capivari

Leal Pereira

 

Cidade linda, plácida cidade,
recôndito indizível de ternura,
jardim inebriante de ventura,
recanto enluarado de saudade;

sorriso encantador de mocidade,
primavera vestida de verdura,
estrela quieta que no céu fulgura,
sacrário de paixão e de piedade.

Guardas, ó minha terra, as dores minhas:
quero morrer aqui, como um cativo,
ouvindo o triste canto das rolinhas!…

Cidade linda, delicioso porto,
não podendo servir-te quando vivo,
queria ver-te florir depois de morto!

Capivari

Leonel Pereira

Este torrão de paz e de alegria,
de povo generoso e delicado,
tão cheio de beleza e de harmonia,
tão calmo, tão sereno e tão amado;

este torrão querido e abençoado,
de artistas magistrais e de poesia,
de céu azul, risonho e constelado,
que irás ainda conhecer um dia;

este torrão de luz e de bonança,
de imensos canaviais, cor da esperança,
tão belo e estremecido, onde nasci;

este torrão, que tanto enlevo encerra,
é a terra de teus pais, é a tua terra,
é a nossa divinal Capivari!…

Na Rua Tiradentes

Francisco Luiz Gonzaga

Nesta rua nasceram meus dois filhos
e, nela, mais morei, na minha vida,
desde que os meus impulsos andarilhos
não me mudaram mais a imensa lida.

Aqui sofri tremendos empecilhos,
num trabalho sem trégua e sem medida,
mas a ninguém nunca neguei auxílio;
sob o meu teto, sempre dei guarida.

Se não puder morrer, como desejo,
na terra em que nasci, terei o ensejo
de nunca mais mudar-me desta casa.

Eu, nela, um neto vi nascer, contente,
que abrigue, pois, a prole descendente,
e, que, comigo, Deus, nisso, compraza!

Rio Capivari

Silveira Rocha

As tuas águas vão, velho rio, a sonhar,
deslizando, a cumprir, e sempre, o seu destino:
ora mais lesto aqui, além mais devagar,
erras, Capivari, tal qual a um peregrino.

E vais, Capivari, quedo sempre a espelhar
do céu, lá no alto azul puramente divino
algo que até nem sei, nunca o soube explicar,
mais sonhador, porém, docemente imagino.

Vendo-te, quieto e humilde assim, a cismar tanto,
julgo mesmo sentir, de onde não sei, dos céus,
do nada, da saudade, estranha sutileza…

Que sinto eu, afinal? Visão de raro encanto:
– a beleza do céu e a bondade de Deus
em ti, vetusto espelho ideal da Natureza!

Erra ufanosa e de beleza tanta,
cheia de graça e gente varonil,
onde o sol fulvo cedo se levanta,
a engalanar-te com seus raios mil.

Dizem de ti, mãe cuidadosa e bela,
palmo de chão a transbordar carinho,
que tens o encanto vivo da aquarela
tendo no colo a tepidez do ninho.

Capivari! Ninguém há que te esqueça,
após provar os doces beijos teus…
E que também te não cinja a cabeça
com as rosas do amor – filhas de Deus.

Ledo e feliz estou a ver-te agora
e de honrarias tantas cumulada,
lírio de todos nós, ó pulcra aurora,
que as aves ágeis põem em revoada.

Vai neste canto pobre o meu louvor,
ó mãe querida – templo dos amores,
em cujo seio – sementeira em flor,
buscaram rimas os filhos sonhadores.

Parabéns, Capivari!

Pe. Eusébio van den Aardweg

Cidade querida,
Cidade-poesia.
Louvando o passado,
sonhando o futuro
dos filhos teus!

Cidade empolgante,
um povo que vive,
um povo que luta.
Um povo unido,
que chora os que vão,
sorri aos que vem.

Cidade aberta
a todas as raças,
que reúne nas praças
gerações do amanhã.
Que acolhe as crianças
– alegria radiante –
onde os velhos saudosos,
relembram as proezas
dos tempos de antanho.

Cidade pujante
no verde ondulante
dos teus canaviais.
Cidade paulista
por graça de Deus!
Que agora festeja
o seu natalício.
Meus votos sinceros
– Que Deus te proteja
e cresças feliz!”.

E para encerrar esta nossa modesta homenagem a querida terra de Capivari, temos esta crônica de Luis Pereira que, por si só, sintetiza o tributo pelo transcorrer dos 187 anos de existência.

Capivari – um recanto abençoado de luz e poesia

Luís A. P. Silva

Hoje eu tive um sonho … era o aniversário de Capivari … a cidade estava em festa. No platô, a banda sob a regência da batuta do talentoso maestro Euclides Colaneri, despejava como um bálsamo ao público presente, o belíssimo hino de Capivari. Nos fundos, assentavam-se na última fileira, João Emílio Capóssoli e, João Batista Prata, que com voz firme e penetrante, faziam o coro “ … De São Paulo um recanto abençoado … Festejando-te Capivari.” e, cujo som atingia a todos que estavam presentes e, se envolviam como um passe de mágica.

Mas havia muita gente na praça … nos fundos do platô, a fonte luminosa jorrava para cima, águas multicoloridas que variavam alternadamente e, de acordo com um som suave, que vinha das entranhas da fonte, dando um brilho especial e um encanto a mais, no nosso recanto Abençoado.

E, após o encerramento do hino de Capivari, a multidão se espremia e as pessoas posicionavam-se no melhor ângulo, para poder observar o que iria acontecer em cima do platô.

E eu também, como um espectador entre a plateia, passei a olhar as pessoas que me rodeavam e, faziam parte da multidão e, qual foi o meu espanto, quando notei entre a multidão, a figura frágil de Rodrigues de Abreu que ansioso também aguardava para ver o que ia acontecer. Ao seu lado, avistei Amadeu Amaral, que como um pai preocupado com o filho, também demonstrava expectativa. Não é que ao seu lado, encontrava-se a bela figura de Tarsila do Amaral ! …

O locutor Arnoud, com o domínio perfeito do microfone e, com sua bela voz, chamou a atenção de todos e, anunciou os homenageados da noite. As homenagens seriam aos artistas Capivarianos, aos poetas que rabiscavam seus versos, neste recanto abençoado por Deus. E cada um que se apresentava diante da multidão, era como um delírio, era uma salva de palmas e de aplausos.

Apresentou-se o mestre Ernesto de Mariz Nogueira, que com muita maestria declamou alguns versos. Em seguida, apresentou-se Solange Hoppe, que com sua delicadeza declamou a “Eterna Lua” que faz parte do seu último lançamento. Depois apresentou-se Alvaro de Camargo ou, “Almaca” como é conhecido no meio poético, que soltou vários versos. Seguidamente veio, Zilda Striuli, que timidamente saldou a multidão… depois veio Evanil Armelin, que com muita segurança declamou sua última obra e, todos aplaudiram-no em pé.

E todos que se apresentavam, recebiam calorosos aplausos do público. Vibrava Amadeu Amaral, juntamente com Rodrigues de Abreu, que com largos sorrisos gritavam “Salve os nossos poetas, Salve Capivari!”, acompanhados da Tarsila.

E, de repente eu acordei. Aí vi que tudo não passava de um sonho. Mas as pessoas continuavam a vangloriar seus artistas, seus poetas. Os bustos de Rodrigues de Abreu, Amadeu Amaral e Tarsila do Amaral, ainda continuavam na praça e, as homenagens somente restringiam-se à eles. Esqueceram-se talvez dos poetas que aqui nasceram ou que fizeram da cidade seu refúgio e, ainda vivem… esqueceram-se talvez de Braz do Amaral, Daiton Datti, Elton Datti, J. R. Guedes de Oliveira, Léo Vaz, Eduardo Maluf (Homero Dantas), Zé Grilo, Kiko e, muitos outros.

Este recanto de São Paulo abençoado, repleto de luz e de poesia, que se chama Capivari, continua a criar poetas, a criar artistas e, que não podem ser esquecidos. Não podemos apenas vangloriar os grandes poetas e artistas do passado, deixando de lado, a vasta cultura do povo Capivariano, que com muita sutileza vai rabiscando seus versos… que com muita galhardia vai escrevendo a nossa história no imenso tapete verdejante dos canaviais. Vamos falar dos nossos queridos poetas… vamos falar desses grandes vates da poesia, que mesmo diante da dor, diante da saudade e, do sol escaldante das tardes de primavera, velejam seus poemas no poluído rio de Capivari. Vamos falar dos nossos poetas caipiras, que entre os carriadores dos canaviais e, nas estradas empoeiradas das fazendas, rabiscam seus versos com as mãos calejadas do folhão. Vamos falar dos nossos incansáveis poetas, que mesmo com cheiro imundo da podridão dos nossos córregos, continuam a rabiscar versos da conhecida “biquinha” de Capivari. Vamos falar dos nossos moribundos poetas noturnos … vamos falar dos boêmios, que como Geraldinho Doreli, Zeca Duprett, Derly Duprett, Claudio Armelin, Gêlo, Nicolino Tedeschi, Victor Aprilante, Zé Pelegrini, que mesmo desafiando o frio gelado das noites de junho, se arriscam a cantarolar uma seresta para uma deusa encantadora, que na maior parte das vezes, existe apenas em seus sonhos. Vamos falar de Zé Grilo, de Valter Curtis, de Kiko, dentre outros, que a memória, num instante de emoção e de saudade, de repente falha.

Pois é, meus queridos conterrâneos… não vamos esperar que esse nobres poetas, sejam recolhidos por Deus; muito embora, muitos deles, bem antes da nossa reconhecida gratidão e, o nosso caloroso respeito; Deus, com a Sua infinita bondade e sabedoria, já os tenha levado Consigo, antes mesmo, que nosso prazer tenha se revelado em altos brados para que façamos a merecida homenagem. Vamos render agora neste instante, uma singela homenagem a todos aqueles poetas e artistas que, de uma forma ainda tímida, enobrecem o nome da nossa querida “Capivari”, cujos versos, encontram-se esquecidos talvez, em cima de um “criado mudo”, esquecidos talvez, numa escrivaninha qualquer, de uma sala vazia; mas que com muita sutileza e riqueza, dão o nome ao nosso Recanto abençoado de “Terra dos poetas” e, vamos juntos, embalar com a belíssima canção dos ilustres, João Emílio Capóssoli e João Batista Prata, num mesmo coro “…Salve terra de luz e de poesia”.

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