Rubinho de Souza

O tempo, para quem tem tempo…

O ano está se findando e um ano novo que está às portas nos dá uma sensação e esperança de renovo, de mudança, de vida nova, como se cada um de nós fosse um destro escritor a escrever um novo livro, começando uma nova estória de nossa vida, como se fosse uma adolescente a iniciar um diário, escrito capítulo a capítulo, contando todo seu dia a dia, uma conquista com um sorriso estampado na face, uma decepção acompanhada da força interior para vencê-la e dar a volta por cima e fazer dela mais uma conquista.

Para aqueles que veem o Ano Novo, dessa forma, como uma renovação, tem a seu favor um bom início de ano, ainda que seja tão somente nova contagem de minutos, horas, dias, meses e ano, mas deverão ser todos usados e gastos com sabedoria. Não a sabedoria livresca, mas a sabedoria adquirida até aqui com todos os erros e acertos.

Foto enviada pelo colunista

De autoria desconhecida, trago-vos uma definição sobre o tempo que vale a citação, por ser de uma criatividade ímpar:

“Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez”
Outro autor que nos brindou com uma pérola ao abordar a passagem do tempo, foi o grande Mário Quintana que assim definiu o tempo:
“A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal…
Quando se vê, já terminou o ano…
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado…
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas…”
E para finalizar o Epitáfio dos Titãs:
“Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o Sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer

Queria ter aceitado
As pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria
E a dor que traz no coração

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o Sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor

Queria ter aceitado
A vida como ela é
A cada um cabe alegrias
E a tristeza que vier

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o Sol se pôr”.logotipo do fundo do báu raffard

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