Denizart Fonseca

Onde é o céu II

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Denizart Fonseca, Cidadão Rafardense, oficial da FAB e professor de Educação Física e Desportos, colaborador desde a fundação do jornal O Semanário (Foto: Arquivo)

O céu foi deslocado; a região das estrelas, não tendo limites, não mais lhes pode servir. Onde está ele? Ante tal questão, todas as religiões ficam mudas.

O Espiritismo vem resolvê-la, demonstrando o verdadeiro destino do homem. A natureza deste último e os atributos de Deus tomados, como ponto de partida, levam à conclusão.

O homem é composto de corpo e espírito, sendo este o ser principal, o ser da razão, o ser inteligente; o corpo é simples envoltório material, que reveste temporariamente o espírito, para a execução de sua missão na Terra e do trabalho necessário a seu adiantamento.

Uma vez gasto, o corpo se destrói, e o espírito sobrevive à destruição. Sem o espírito a matéria é apenas matéria inerte, como um instrumento privado do braço que o maneja; sem o corpo o espírito é tudo; vida e inteligência. Deixando o corpo entrar na vida espiritual de onde havia saído para encarnar.

Há pois o mundo corporal, composto de espíritos encarnados, e o mundo espiritual formado de espíritos desencarnados. Os seres do mundo corporal, pelo fato de estarem envoltos em matéria, estão presos à Terra ou a qualquer planeta; o mundo espiritual está por toda parte, em nosso redor e por todo espaço; nenhum limite lhe é marcado.

Em razão da natureza fluídica de seu envoltório, os seres que o compõem, ao invés de se arrastarem penosamente no solo, transpõem as distâncias com a rapidez do pensamento. A morte do corpo é a ruptura dos laços que os mantêm cativos.

Os espíritos são creados simples e ignorantes, mas com aptidão para tudo adquirir e para progredir, em vista de seu livre arbítrio. Pelo progresso, adquirem novos conhecimentos, novas faculdades, novas percepções e, em consequência, novos prazeres desconhecidos aos espíritos inferiores; eles veem, sentem, ouvem e compreendem o que os espíritos atrasados não podem ver e ouvir, com compreender nem sentir.

A felicidade está na razão do progresso realizado; de sorte que, de dois espíritos, um pode não ser tão feliz quanto o outro, unicamente porque não é tão adiantado moral e intelectualmente, sem necessidade de se acharem em lugares diferentes.

Assim que, estejam um ao lado do outro, um pode estar nas trevas, enquanto tudo é resplandecente ao redor do outro, absolutamente como um cego e um vidente que se dessem as mãos: um percebe a luz que não faz nenhuma impressão sobre o seu vizinho.

A felicidade dos espíritos é adequada às qualidades que possuem: assim, a desfrutam, onde quer que se encontrem, na superfície da Terra, entre encarnados ou no espaço invisível.

Uma comparação vulgar dará, ainda melhor a compreender essa situação. Se num concerto estiverem dois homens, um bom músico, de ouvido educado, e outro, sem conhecimento de música e com ouvido pouco delicado, um experimenta uma sensação de satisfação, ao passo que o segundo fica insensível, porque um compreende e percebe o que ao outro não causa nenhuma impressão. O mesmo se dá com todos os prazeres dos espíritos, que estão na razão direta da aptidão para senti-los. (Segue)

Cidadania

Como sempre, a nossa intenção é de que, as pessoas que nos prestigiam lendo estas informações, passem a se interessar pelo estudo da sobrevivência da alma e que somente o corpo material se finda, com a chamada morte.

Neste 03 de Outubro, comemoramos o nascimento do Codificador da Doutrina Espírita, professor francês, Leon Hipolyte Denizar Rivail – Allan Kardec.

Onde estiver iluminado irmão, receba com o coração cheio de amor fraterno, nosso reconhecimento e gratidão pelo benefício prestado a humanidade.

Assim seja.

ARTIGO escrito por Denizart Fonseca, Cidadão Rafardense, oficial da FAB e professor de Educação Física e Desportos, colaborador desde a fundação do jornal O Semanário
Os artigos assinados não refletem necessariamente a opinião do jornal. São de inteira responsabilidade de seus autores.

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