Denizart Fonseca

Onde é o céu III

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Denizart Fonseca, Cidadão Rafardense, oficial da FAB e professor de Educação Física e Desportos, colaborador desde a fundação do jornal O Semanário (Foto: Arquivo)

A vida social é a pedra-de-toque das boas e más qualidades. A bondade, a maldade, a suavidade, a violência, a benevolência, a caridade, o egoísmo, a avareza, o orgulho, a humildade, a sinceridade, a fraqueza, a lealdade, a má fé, a hipocrisia, numa só palavra, tudo o que constitui o homem-de-bem ou o homem perverso, tem por móvel, por objetivo e por estimulante, a relação do homem com seus semelhantes. Por isso, quem vive só não teria vícios nem virtudes. Se, pelo isolamento se preserva contra o mal, anula o bem.

Uma única existência corporal é manifestamente insuficiente para que o espírito possa adquirir tudo o que lhe falta e em se desfazer de tudo o que em si é meu.

O selvagem, por exemplo, poderia, numa só encarnação, atingir o nível intelectual e moral do mais adiantado europeu? Seria materialmente impossível. Deve então, ficar na eternidade de na ignorância e na barbárie privado dos prazeres que só o desenvolvimento das faculdades pode proporcionar? O simples bom senso repele essa suposição que seria, ao mesmo tempo, a negação da justiça e da bondade de Deus e da lei progressiva da natureza.

Porque Deus é soberanamente justo e bom, concede ao espírito do homem tantas existências quantas necessárias para atingir o objetivo, que é a perfeição. Em cada nova existência, ele traz o que adquiriu nas passadas, em aptidão, em conhecimentos intuitivos, em moralidade e inteligência. Cada existência é, assim, um passo à frente da direção do progresso, a menos que, por preguiça por sua despreocupação ou por sua obstinação ao mal, não a aproveite, caso em que deverá recomeçar tudo. Dele, pois, depende aumentar ou diminuir o número de suas encarnações, sempre mais ou menos penosas e laboriosas.

Avante sempre

A cada ciclo anual de nossas vidas, temos a impressão de recomeço, quando, na realidade, apenas sofremos o impacto de um impulso para mais rapidamente prosseguir em nossa caminhada, já que a distância da meta se faz cada vez menor.
A cada passo que nos aproximamos do alvo, aumentam nossas responsabilidades: está chegando a hora em que teremos de prestar contas de nossas tarefas e entregar o trabalho concluído, para ser julgado e avaliado.

E em que ponto estamos de nossos deveres em que nos emprenhamos voluntariamente? Será que não perdemos tempo demasiado em pensar, em nós mesmos, em nosso conforto e em nossos interesses, ao invés de pensar e agir corajosamente em benefício dos menos aquinhoados?
Como estaremos: no princípio, no meio ou no fim? E as tarefas foram executadas com perfeição e capricho?

Não nos teremos deixado levar por afeições que nos desviaram da rota ou que atrasaram nosso trabalho? Será que aqueles que nos foram colocados como colaboradores, deram tudo quanto deviam dar, antes de se retirar para outros setores mais de acordo com sua própria evolução? Ou não soubemos exigir deles, o necessário, esperado de cada um, deixando que perdessem preciosas oportunidades?

A Vida exige de nós dedicação total ao Serviço que aceitamos: se não tínhamos capacidade, por que aceitar a incumbência e se aceitamos, porque desprezar a oportunidade que generosamente nos foi concedida?
Sempre avante e Jesus nos sustentará! Assim seja.

Cidadania

Nos fins de semanas, as ruas continuam sujas de podas de árvores demonstrando a ignorância dos que nelas moram. É isso.

ARTIGO escrito por Denizart Fonseca, Cidadão Rafardense, oficial da FAB e professor de Educação Física e Desportos, colaborador desde a fundação do jornal O Semanário
Os artigos assinados não refletem necessariamente a opinião do jornal. São de inteira responsabilidade de seus autores.

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