Leondenis Vendramim

Papel da mãe na família

A família é o objeto mais importante da sociedade humana e sagrado aos olhos de Deus. É o reduto inviolável de proteção contra os males morais e físicos. O Lar é um reino cuja rainha é a mãe. O presidente Bolsonaro em sua cadeira não tem função mais elevada que essa rainha.

Quando jovem sempre pensei que mãe nunca devia morrer, porém chegou o horrível dia que minha mãe faleceu, eu tinha 54 anos, e hoje, com 85, continuo com o mesmo pensamento, sentindo a falta do seu amor.

Aqueles que ainda a tem, beije, abrace, expresse amor por ela, pois, embora desejemos, ela não dura eternamente.

A mãe foi criada por Deus, para ser a companheira vitalícia do homem. Ela é “osso dos seus ossos, carne de carne”, por isso ambos tornam-se “uma só carne” (Gn. 2:22), inseparáveis. Marido e esposa não devem ser desleais uns com os outros. Deus detesta o divórcio (Mal. 2:14-16).

Deus designou papel de igualdade com o marido, ela não deve ser inteiramente dependente dele, mortificando suas faculdades e imergir sua personalidade na dele.

Deve sentir o seu valor, compreender e assumir o seu papel, ombro a ombro, com o esposo, na administração do lar e na educação dos filhos. Fazendo isto, diz a educadora Ellen G. White, está realizando serviço para Deus.

Compreenda tão-somente o elevado caráter de sua tarefa, e isto lhe inspira coragem. Sua obra é para a eternidade. (Lar Adventista, 231) Ela é a rainha e seus filhos, os súditos.

Sua palavra deve ser excelsa; sua palavra, lei. Os filhos devem ser ensinados a respeitá-la, obedecê-la, considerando-a, não como sua escrava serviçal, mas como Deus a considera, a rainha do lar, Sua representante.

O trabalho da mãe é interminável e precisa usar da capacidade que Deus concedeu somente às mulheres de fazer o almoço, cuidar do filho maior ao mesmo tempo em que prepara a mamadeira do menor e orienta a filha, mas nem por isso pode atrasar a refeição do esposo – ele é regido pelo horário.

E esses serviços são estressantes e cansativos. O esposo, vindo do trabalho, cansado e com problemas, ou não, exige atenção; isso pode causar atrito. Os pais trabalham pelas coisas, as boas mães pela formação do caráter e pela vida dos seus.

Quão grande responsabilidade tem ela! Mas quão maior é sua recompensa diante do êxito de seus descendentes. A Bíblia qualifica essas mães como mulheres virtuosas: Note como Deus as descreve: “Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede ao de rubis.

O coração do seu marido confia nela… Ela lhe faz bem… governa sua casa… os seus filhos lhe chamam feliz… o seu marido a exalta dizendo: Muitas mulheres procedem virtuosamente, mas tu, a todas és superior. (Pv 31:10-11,27-29)

Os filhos devem ser ensinados, que ao serem corrigidos pela mãe, ela está cumprindo o papel que Deus lhe incumbiu e devem a ela respeito e obediência. Essa nobre e grandiosa obra de modelar o caráter dos filhos é indicada por Deus.

A língua grega usa a mesma palavra “ágape” para descrever o amor de Deus e o amor de mãe, enquanto para os de outros usa palavras como “philia” e “erós”.

O amor de mãe é semelhante ao do Senhor Jesus. (Leia a descrição maravilhosa do amor divino no Sal. 103). Assim como Deus, ela perdoa e esquece as ofensas dos filhos, está sempre pronta a ajudá-los, e se necessário, daria a vida por eles.

A juventude está carcomida pelas influências maléficas das más companhias, atolada nos vícios, nas drogas, e na criminalidade.

Cabe à mãe educar, desde o berço, a fim de que seus filhos sejam preservados desses males e prestativos para a sociedade. Adquiram hábitos de ordem e asseio, de boa alimentação para que sejam saudáveis, profícuos e contribuam para um mundo melhor.

Não há trabalho mais importante do que o da mãe, em grande medida o destino dos filhos está em suas mãos. Elas podem levar, pela negligência, ou ignorância, a tornarem-se instrumentos dos males para sua vergonha.

Contudo, muitos homens nobres, que têm abençoado o mundo com seus trabalhos e estudos levantar-se-ão e bendirão suas genitoras como responsáveis pela sua formação moral e intelectual.

Quanto o mundo deve às mães piedosas e responsáveis e aos pais inflexíveis na defesa da integridade e da verdade.

O Brasil tem necessidade de mães, que em todo setor de atividade do lar, desenvolvam os talentos que Deus lhes deu e preparem os descendentes para pertencerem à elite do êxito e à família de Deus. Um beijo para as mães!

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