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Recordando o passado

Denizart Fonseca, Cidadão Rafardense, oficial da FAB e professor de Educação Física e Desportos, colaborador desde a fundação do jornal O Semanário

Diz um velho ditado que; “recordar é viver” e com o título deste comentário, é isso que estamos fazendo, embora considerando que notícias, hoje emanadas principalmente, de pequeno aparelho (cabe na palma de nossa mão), avançado, sofisticado e competente (dando respostas para todas as perguntas nele registradas), não cremos que possa prejudicar – muito menos dar fim – ao eficiente e detalhado trabalho das impressas.

Por essa razão, sendo conservadores, pesquisadores e buscadores, estamos retornando à então Villa Raffard dos “velhos tempos que não voltam mais”, nos referindo ao o que nela encontramos, aqui chegados com 07 anos de idade, vindos de Mumbuca via Sorocaba, a 09 de julho de 1932 em plena Revolução Constitucionalista.

No então, pequeno grupamento de casas humildes – a maioria geminada – construídas pelo Engenho Central, destinadas aos seus operários, a rua principal – de chão batido – tempos depois calçada por paralelepípedo – com o nome de Maurice Allain, um dos fundadores da Societé de Sucreríes Brasilienes. Os demais meios de acesso, constituídos de vielas eram cheios de buracos e pedras, dificultando o trânsito em tempos de chuva.

A partir de 1889, fugindo da guerra que assolava a Europa, da “gripe espanhola” e da dificuldade financeira de vida na Itália, muitas famílias vieram para o Brasil, algumas procedentes da cidade de Treviso, embarcando no Porto de Genova, em busca de trabalho braçal.

Com a proclamação da Lei Áurea, assinada pela Princesa Isabel – “A Redentora” – que ocupava o Trono Brasileiro temporariamente, substituindo D. Pedro II seu pai, em 13 de maio de 1888, extinguindo a escravidão, as colônias italianas encontravam aqui, serviço em vários setores, principalmente como colonos na lavoura, em substituição os libertos.

Essas viagens duravam aproximadamente 6 meses, devido constantes paradas em portos da Europa, África e outros países, para descarga e carga de material, desembarque e embarque de passageiros, além do reabastecimento de alimentos comestíveis e água potável.

Estes detalhes nos foram fornecidos por nosso prezado amigo Américo Voltaire Chiarini (Nêne – popular e eficiente eletricista em Rafard) bem como os nomes das famílias que residiram aqui e nas cercanias como: Ruzza, Peretti, Thongarelli, Fabre, Gianotti, Moretii, Calchirolli, Alciatil, Pilotto, Ambrózio, Pucci, Anunciatto, Matarazzo, Trevisanni, Pellegrini, Aprilantti, Carnevalli, De Biási, Galzignatto, Hortolani, Bôscolo, Turolla, Gimenes, Cortelazzi, Albiero, Bevevino, Turatti, Fedrighi, Luchi, Bertolinni, Lourenzon, Turquette, Albertinne, Ricominni e Talassi. Há sempre possibilidade de incorrer-se o risco de; ao serem feitas citações nominais, omitir-se algum(s).

Quanto as famílias brasileiras, espanholas e libanesas encontramos: Garcia, Peixoto, Nunes, Barboza, Macluf, Maluf, Vaz, Ferreira, Fonseca, Abel, Rocha, Darroz, Amaral, Morato, etc., etc., etc. Sempre que houver oportunidade voltaremos às coisas do passado porque “recordar é viver”.

Cidadania

Continuamos perguntando aos nossos vereadores, o que os impede de estudar, debater e aprovar uma Lei que autorize a Polícia Militar de punir com pesadas multas, os infratores do Código de Trânsito. De instalar em lugares estratégicos câmeras filmadoras para confirmar as infrações? Em outras cidades acontece, por que não aqui em Rafard? Será interessante uma resposta por este semanário. Estaremos no aguardo. É isso.

ARTIGO escrito por Denizart Fonseca, Cidadão Rafardense, oficial da FAB e professor de Educação Física e Desportos, colaborador desde a fundação do jornal O Semanário
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