Capivari

Saúde intensifica vacinação contra a Poliomielite

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A Secretaria da Saúde de Capivari recebeu um comunicado oficial da GVE (Grupo de Vigilância Epidemiológica) de Piracicaba para intensificar as vacinas contra a poliomielite, atingir a meta de 95%. No ano passado, Capivari conseguiu chegar a marca de 100%. A intenção é conquistar novamente este número de crianças vacinadas e por isso a Secretaria solicita aos pais e responsáveis que procurem a unidade de saúde mais próxima para atualizar a Caderneta de Vacinação das crianças.

Esta iniciativa foi tomada devido à detecção de poliovírus vacional, Sabin tipo 3, em um caso de paralisia flácida aguda em uma criança de 2 anos e 10 meses de idade, moradora de uma comunidade indígena de Delta Amacuro, na Venezuela. A mesma não tinha sido vacinada. Entretanto, o Brasil não registra a circulação do polivírus desde o ano de 1990.

Uma nota normativa o Ministério da Saúde informa que o Brasil deve ficar atento para a imunização, por conta da entrada de venezuelanos no País que podem se deslocar para diversos estados, especialmente na região Norte. Soma-se a isso também a viagem de brasileiros ao exterior.

Vacina e Campanha

A imunização contra a poliomelite está inserida no Calendário Nacional de Vacinação e é compota por três doses da VIP (Vacina Inativada Poliomielite) que devem ser aplicadas aos 2, 4 e 6 meses de vida. Já o reforço, denominado VOP (Vacina Oral Poliomielite), a conhecida “gotinha”, pode ser tomado em duas doses, sendo aos 15 meses e aos 4 anos de idade.

Todas estas vacinas estão disponíveis nos postos dos bairros: Castelani, Engenho Velho, Padovani, Porto Alegre, Santa Rita e São João, bem como no Ceamc (Centro Especializado em Atendimento à Mulher e à Criança).

Além disso, este ano contará com a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite que está previsto para ocorrer no período de 6 a 24 de agosto. A última campanha tinha sido promovida em 2015.

Poliomielite

A Poliomielite, também conhecida como Paralisia Infantil, é uma doença infectocontagiosa grave que apresenta um quadro de paralisia flácida, com início súbito e evolução rápida que, frequentemente, não ultrapassa três dias. Os membros inferiores, em geral, são os mais prejudicados, tendo como principal característica a flacidez muscular, com sensibilidade conservada e arreflexia no seguimento atingido.

A transmissão ocorre por contato direto, pela via fecal-oral, por alimentos e água contaminados com fezes de doentes ou portadores, por objetos, pela via oral-oral, por meio de gotículas de secreções da orofaringe (ao falar, tossir ou espirrar). Favorecem ainda mais transmissão do poliovírus, a falta de saneamento, as más condições habitacionais e a higiene pessoal precária.

Não exite um tratamento específico para a doença. As vítimas precisam ser hospitalizadas, fazendo o tratamento de suporte. A única forma de prevenção é pela vacinação.

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