Editorial

Será que o povo perdeu a capacidade de pensar e respeitar a si mesmo e o próximo?

O avanço do Coronavírus em Capivari é preocupante. Na terça-feira (9), o prefeito Rodrigo Proença, anunciou 36 novos casos de contaminação, subindo o placar para 120 infectados pela doença.

No mapa apresentado pela Secretaria de Saúde e Vigilância Epidemiológica no último boletim (09/06/2020), a cidade foi dividida em cinco pontos – Norte, Sul, Leste, Oeste e área Central. O que mais assusta, é que a Covid-19 já acometeu pessoas em todos os pontos.

São 8 casos registrados no Centro de Capivari (2 recuperados). Já na área Norte, foram 2 casos no bairro Gênova (ambos recuperados). Na área Sul, três bairros abrigam 9 pessoas infectadas (sendo 6 recuperadas), são eles: Vila Fátima, Nova Aparecida e Vila Nova.

A região Leste é a que contém o maior foco de Coronavírus. São 94 casos confirmados da doença (57 recuperados), nos bairros Ribeirão e Conjunto Habitacional Ismael Sanches. Neste caso, o maior número de infectados se deu em um alojamento de trabalhadores do corte de cana que vieram para trabalhar na safra.

Outros três bairros localizados na região Oeste apresentam 6 infectados (2 recuperados) pela Covid-19: Morada do Sol, Jardim Elisa e Engenho Velho.

Em contrapartida, 69 pessoas já estão recuperadas e fora da estatística de propagação do vírus.

No entanto, o que mais preocupa mesmo é a falta de consenso e sensibilidade do governo Estadual, que além de ajudar, atrapalha os municípios a tomarem as medidas mais assertivas para cada realidade.

Depois de anunciarem o plano de retomada gradual da economia, no dia 1º de junho, e autorizarem a reabertura de algumas atividades do comércio da região de Piracicaba por um período de 6h e atendimento com capacidade de 30%, o governo do Estado de São Paulo aplicou novas regras depois de uma semana.

Depois da retificação do decreto, os comerciantes foram obrigados a reduzir a jornada de trabalho para 4h diárias e também a capacidade, para 20%.

Não somos especialistas no assunto, mas qual a lógica em reduzir ainda mais o horário de funcionamento do comércio? Ora, se 6h já causava certa aglomeração, reduzir ainda mais a jornada, consequentemente as opções de horário, contribui para o aumento da taxa de aglomeração. Estamos errados?

Colocamos esse questionamento na página oficial d’O Semanário no Facebook e uma resposta em especial, da leitora Ligia Rodrigues, resumiu o momento que enfrentamos. Veja o que diz a internauta:

“Bom, tava na cara que isso ia acontecer depois de tantas aglomerações. Entendesse que todos tem suas necessidades, que faz tempo que tudo está fechado, é mais que compreensível que agora todos queiram colocar sua vida em dia.

Porém, o problema é que a maioria das pessoas não entendem, que a pandemia ainda não acabou. As lojas estarão abertas mesmo que em horário reduzido, todos os dias. Não existe necessidade de dobrar esquinas com filas imensas.

Todos querem colocar a culpa em alguém, no entanto os próprios culpados são as pessoas, que não entendem, ou não querem entender o momento, que não respeitam as regras, que aglomeram, não usam devidamente as máscaras, não respeitam o distanciamento de um metro, que ao invés de irem sozinhos, levam a família toda.

Infelizmente a falta de educação, respeito e consideração, sim consideração, porque se as pessoas não respeitam as regras, quem sofre é o pobre trabalhador que tem sua jornada de trabalho e salário reduzidos por isso.

Querem que as lojas abram normalmente, respeitem, apoiem os estabelecimentos, tendo bom senso e educação. Se assim o fizessem hoje, nem estaríamos conversando sobre o assunto. Uma boa noite a todos”.

Com esta ótima reflexão, encerramos este editorial, pedindo uma reflexão profunda de todos. Mais do que nunca, é hora de respeitar e seguir a regras do jogo.

O estrago já foi causado, seja na economia, seja na perca de um ente querido ou até mesmo aqueles que se encontram convalescidos. Vamos colaborar para minimizar e não causar transtornos ainda maiores em nossas casas e na comunidade em que vivemos.

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