Rafard

Acusado de falta de decoro, Fábio Quagliato tem o cargo cassado

 Câmara cassou na sexta-
feira, 7, em sessão de julgamento,
o mandato do vereador
Fábio Luis Quagliato
(PMDB) por quebra de decoro
parlamentar. Ele é acusado
de ter comparado os seis
bonecos que fazem parte do
logotipo do Legislativo aos
vereadores que compõem a
base do governo, insinuando
que os mesmos são “manipuláveis”
pelo Executivo.
Antes mesmo da votação,
Quagliato já antevia seu resultado.
“Isso é um processo
de pura perseguição política”,
disse ele, que estava em
licença para tratamento de
saúde e, em 2008, foi eleito
vereador com o maior número
de votos na cidade: 230.
Quagliato lembrou que
o pedido de cassação contra
ele foi apresentado por
um suplente de vereador,
Rinaldo Palace Júnior. O
peemedebista disse que, meses
antes de começar a ser
investigado, ele e Fernando
Qualiato Moreira (PDT) denunciaram
que uma máquina
da Prefeitura estaria sendo
usada irregularmente dentro
de uma propriedade de Palace
Júnior.
O peemedebista explicou
que, quando se referiu
aos bonecos do logotipo da
Câmara, na sessão de 15 de
março, apenas reproduziu
o que ouvia nas ruas. Na
oportunidade, lembrou ele,
o vereador Mauro César Piffardini
Savassa (PSBD) manifestava
sua vontade de ter
mais espaço para participar
de reuniões envolvendo Legislativo
e Executivo. “Neste
momento, pedi aparte, fiz
a mesma cobrança e lembrei
o presidente [Rodolfo Antonio
Minçon – PPS] que chamar
todos os vereadores para
trabalhar em conjunto pela
cidade foi uma de suas bandeiras
quando ele foi eleito à
presidência. Depois, fiz esse
comentário que ouvíamos
dos cidadãos. Mas quem fez
a denúncia foi esperto, só colocou
o que lhe interessava.
Na minha próxima frase, disse
que, se isso fosse verdade,
queria ser o sétimo [boneco],
porque queria ajudar Rafard,
fui eleito para trabalhar pela
cidade”, relatou.
Embora tivesse até duas
para apresentar sua defesa,
o advogado de Quagliato,
Eduval Serpeloni, foi breve.
Em pouco mais de cinco minutos,
ele argumentou que a
melhor ferramenta de trabalho
do vereador é a fala, e o
que disse seu cliente não teve
nenhum teor ofensivo.
A cassação foi decidida
por seis votos (Armando
Garcia Júnior, PTB, Ernesto
Brigati, PMDB, Uil Maia,
DEM, Maria Luiza Peressim
Bernardo, DEM, e Sérgio
de Jesus da Cruz Valêncio
Pompeu, PTB) e dois contra
(Moreira e Reinaldo da Silva
Flausino, PDT). Dídimo Alves
Miranda (PSDB), vereador
suplente que substituía
Quagliato por 35 dias, se absteve
de votar por ter interesses
pessoais no cargo. Com a
decisão da Câmara, Miranda
segue ocupando uma das cadeiras
da Casa de Leis, mas
agora em caráter definitivo.
O advogado de Quagliato
disse que vai recorrer da
decisão na Justiça. “Vamos
tentar restituí-lo ao cargo.
Temos grandes chances”, garantiu.
No entanto, segundo
ele, não dá para prever em
quanto tempo o caso terá um
parecer judicial.
“Em cinco anos como vereador,
sempre legislei prol
da população. Nunca aceitei
um ‘cala boca’. Para me
calarem, em uma manobra
política, me cassarão. Mas,
conversando com cidadãos,
percebi que a população está
ao meu lado. Tenho esperança
de voltar ao cargo”, disse
Quagliato, que, com a cassação,
perdeu os direitos políticos
por oito anos.
CASSADO Defesa tentará reverter decisão na Justiça: “Temos grandes chances”, diz advogado do peemedebista

Jornal O Semanário

Esta notícia foi publicada por um dos redatores do jornal O Semanário, não significa que foi escrita por um deles, em alguns dos casos, foi apenas editada.

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