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Roubos e furtos diminuem, mas homicídios aumentam em Capivari

27/03/2015

Roubos e furtos diminuem, mas homicídios aumentam em Capivari

Comparação foi feita com o número de ocorrências registradas nos três primeiros meses de 2014
Segundo o delegado titular Gillys Scrocca, vinda do CPP a Porto Feliz não influencia na incidência de crimes em Capivari (Foto: Laila Braghero/O Semanário)
Segundo o delegado titular Gillys Scrocca, vinda do CPP a Porto Feliz não influencia na incidência de crimes em Capivari (Foto: Laila Braghero/O Semanário)

CAPIVARI – Os números de roubos, furtos e acidentes de trânsito com vítima diminuíram nos três primeiros meses de 2015 em Capivari em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo a Polícia Civil, foram registrados 12 roubos de veículos a menos – uma redução de 92,3% se comparado com este ano, que registrou apenas um até o momento. Ao todo, 2014 teve 113 roubos, dos quais 35 foram de veículos.

O número de ocorrências de furtos também diminuiu. Até março do ano passado 21 veículos foram furtados contra dez no mesmo período de 2015, o que representa uma redução de 52,4%. Somando com outros tipos de bens materiais, Capivari teve 458 furtos ao longo do ano passado.

Em contrapartida, até março de 2014 não havia sido registrado nenhum homicídio no município, de acordo com a Polícia Civil. Este ano, porém, já houve dois casos com uma morte cada um.

O número de acidentes de trânsito com vítima na estrada ou dentro da cidade também apresentou redução, embora continue alto. Até o momento, foram registrados oito acidentes a menos envolvendo lesão corporal, por exemplo – uma redução de 27,6%. No total, 2014 teve 159 casos, incluindo nove acidentes envolvendo homicídios culposos, que é aquele sem intenção de matar.

Já as ocorrências de tráfico de entorpecentes não apresentaram diferença. Até março do ano passado, a Polícia Civil fez 24 apreensões e o número se repete em 2015. No entanto, ao todo, Capivari foi palco de 102 apreensões de drogas em 2014, além de 66 ocorrências de porte de entorpecentes (11 em 2015) e 29 outras apreensões não ligadas ao tráfico (seis até este mês).

Por outro lado, os casos de estupro no município também apresentaram redução. Isso porque, até março do último ano, a Polícia Civil informou que houve cinco ocorrências desse tipo de um total de oito – incluindo o tentado, o consumado e o vulnerável (menor de idade). E, até o momento, houve apenas uma tentativa de estupro.

Apesar de a criminalidade no município não ter apresentado aumento considerável, o delegado titular Gillys Scrocca esclareceu que o Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de Porto Feliz não interfere na incidência criminal de Capivari. Desde a sua inauguração, em agosto do ano passado, o presídio de regime semiaberto já registrou quatro fugas. Ao todo, 15 homens escaparam.

“Os presos do CPP são pessoas que apresentaram bom comportamento e, de acordo com a pena, conseguiram a progressão e estão a um passo de ir para o regime aberto. Ou seja, não é interessante para eles praticar algum tipo de crime”, explica. “É por isso que em tese isso não aumentou a incidência criminal. Pode até um ou outro criminoso do regime semiaberto ter vindo aqui praticar, mas não há algo concreto para estabelecer essa colocação.”

Segundo Scrocca, devido à proximidade do presídio, localizado na estrada vicinal que liga Rafard a Porto Feliz, é mais provável que a incidência acentuada no número de crimes seja registrada nessas duas cidades. Procurado pelo jornal O Semanário para comentar o assunto, o delegado de Rafard, Jorge Kachan, não se pronunciou até o fechamento desta edição.

“O que nós não descartamos é que muitos autores de crimes contra o patrimônio, principalmente, roubos e furtos, são quadrilhas ou autores da região. Isso é fato”, afirma o delegado de Capivari. “São quadrilhas que agem oriundas de cidades vizinhas, como Piracicaba, Sorocaba, Indaiatuba, Salto e Monte Mor. Então existe essa migração criminosa”, conclui Scrocca.

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