Saúde

Médico da Unimed Capivari explica o que é Coronavírus

Foto: Divulgação/Unimed Capivari

Os Coronavírus (CoV) são uma grande família viral, conhecidos desde meados dos anos 1960, que causam infecções respiratórias em seres humanos e em animais.

Geralmente, as infecções por coronavírus causam doenças respiratórias leves a moderada, semelhantes a um resfriado comum. A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo que os extremos de idade, desde bebês, idosos e indivíduos com doenças crônicas como hipertensão arterial, diabetes, imunodeprimidos, pacientes em tratamento de quimioterapia, por exemplo podem desenvolver os casos mais graves.

Alguns coronavírus podem causar síndromes respiratórias graves, como a Síndrome Respiratória Aguda grave que ficou conhecida pela sigla SARS da síndrome em inglês “Severe Acute Respiratory Syndrome” em 2002. A SARS-CoV (coronavius) se disseminou rapidamente para mais de doze países na América do Norte, América do Sul, Europa e Ásia, infectando mais de 8 mil pessoas e causando em torno de 800 mortes (10%), antes da epidemia global de SARS ser controlada em 2003. Desde 2004, nenhum caso de SARS tem sido relatado mundialmente.

Em 2012, foi isolado outro novo coronavírus, distinto daquele que causou a SARS no começo da década passada. Esse novo era desconhecido como agente de doença humana até sua identificação, inicialmente na Arábia Saudita e, posteriormente, em outros países do Oriente Médio, Europa e África. Todos os casos identificados fora da Península Arábica tinham histórico de viagem ou contato recente com viajantes procedentes de países do Oriente Médio – Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes e Jordânia.

Os coronavírus humanos comuns causam infecções respiratórias de brandas a moderadas e de curta duração.

Os sintomas podem envolver coriza, tosse, dor de garganta e febre. Esses vírus algumas vezes podem causar infecção das vias respiratórias inferiores, como pneumonia. Esse quadro é mais comum em pessoas com doenças cardiopulmonares, imunodeprimidos, em idosos e crianças muito novas sem aleitamento materno.

Em 30/01/2020 no SINDUSFARMA, em São Paulo, houve um evento para discutir a epidemia de coronavírus, com 3 palestrantes: -virologista do INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS (ICB) da USP que trabalha há 11 anos com coronavírus, EDMILSON MIGOWSKI, infecto pediatra da Universidade Federal do Rio de Janeiro e presidente da Fundação Vital Brasil e um Docente da Faculdade de Farmácia e bioquímica da USP.

Em síntese:

1) A família coronavírus é composta por várias espécies, seu reservatório inicial foram os morcegos, deles alguns atingiram mamíferos terrestres, outros aves e mamíferos aquáticos.

2) Acredita-se que tenham chegado à espécie humana há mais de 300 anos.

3) Podem causar distúrbios gastrintestinais e respiratórios;

4) Foram responsáveis pela SARS com algumas milhares de mortes pelo mundo;

5) São altamente mutagênicos e se dois vírus diferentes parasitarem a mesma célula, podem mesclar seu RNA (ácido (ribonucleico) e produzir uma nova espécie;

6) O primeiro caso dessa nova epidemia foi diagnosticado em 29/12/2019;

7) Em menos de 1 mês a epidemia se espalhou;

8) É mais infectante que a SARS, porém com uma LETALIDADE MUITO MENOR (cerca de 2% principalmente na população de risco), e tem um período de incubação de 15 dias, o que facilita sua disseminação;

9) É um vírus que pode sobreviver no ambiente, porque é envelopado, isto é protegido por uma “capa” e vive no ambiente por até uma semana;

10) A melhor medida protetiva é evitar aglomerações e lavagem sistemática das mãos, além do uso do álcool gel glicerinado, pois a glicerina instabiliza o envelope do vírus (capa);

11) Testes sorológicos estão em rápido desenvolvimento;

12) Testes específicos são também eficientes;

13) Não há medicamentos (antivirais) com eficácia comprovada no ser humano ainda;

14) Alguns medicamentos são promissores, entre eles a nitazoxamida (annita, tanísea, etc;

15) Vacinas estão em rápido desenvolvimento;

16) A OMS (Organização Mundial de Saúde) já declarou emergência global;

17) Ao que tudo indica haverá uma pandemia gigantesca, com poucos casos graves, sobretudo em pacientes de alto risco (pneumopatas crônicos, extremos de idade e imunodeprimidos);

18) Todos os casos suspeitos dever ser notificados.

Escreveu o artigo, Dr. Luciano de Camargo Pacheco Filho, Médico Cooperado e Pediatra da Unimed Capivari e também Coordenador do Jeito de Cuidar.

Etiquetas
Botão Voltar ao topo
Fechar