Carta do LeitorOpinião

Notícias falsas (fake news) chegam à Saúde

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Por: Dr. Luciano de Camargo Pacheco Filho

Notícias falsas, as chamadas fake news, espalhadas em sites e redes sociais chegam à área da saúde, com prejuízos e risco a profissionais de Medicina e pacientes.

Uma mensagem de áudio tem circulado no WhatsApp (aplicativo de bate papo para celular) alertando às pessoas sobre a possibilidade da cebola cortada atrair bactérias e provocar uma série de doenças; paracetamol com a inscrição P-500 estaria infectado com vírus Machupo (transmitido por roedor boliviano na década de 60); vacinas de gripe provocam doenças e morte; vacinas não devem ser tomadas, nem de sarampo (sua prevenção só é feita através da vacina cuja aplicação está sendo negligenciada no Norte e Nordeste do país) e nem de nenhuma outra, formando correntes anti vacinas , afirmando que não prestam; vacina de febre amarela pode matar quem toma ou provocar imensas reações adversas, etc. Dietas milagrosas para perda de peso, com carboidratos para comer à vontade, gordura à vontade, dieta de algas; medicamentos alternativos para melhorar a vida sexual; perfumes afrodisíacos etc.

Todas essas notícias falsas correm na internet 70% mais rapidamente que as notícias verdadeiras, prejudicando o trabalho dos médicos e os tratamentos dos pacientes. Essa situação incontrolável denigre a imagem das pessoas e instituições. Haverá um dia em que o bom senso da sociedade irá prevalecer, até então há a necessidade de uma polícia especializada para agir com rigor e punir quem planta inverdades que causam prejuízos morais, financeiros e até ameaçam vidas, entre outras graves consequências.

Estudos apontam que mais da metade do tráfego na internet é feito por bots, que são programas que simulam ações humanas, fazendo temas se transformarem em tendências, atacando figuras públicas e espalhando boatos. Entretanto, a mentira atinge pessoas que tomadas por sentimento de surpresa, repulsa e medo compartilham as fake news de forma abundante.

Como então se prevenir das notícias falsas:

1) Conhecer a fonte de publicação;

2) Procurar checar os fatos;

3) Verificar se as pessoas ouvidas são relevantes;

4) Certificar-se da data de publicação;

5) Ver se a imagem corresponde à informação do texto;

6) Evitar grupos do WhatsApp que ficam vinculando orientações (grupos de mães, gestantes, cardiopatas, hipertensos, diabéticos etc) onde leigos ficam expondo suas experiências pessoais com se fossem normas de conduta médica ou comportamentais.

No caso de assuntos ligados à saúde e ao trabalho das entidades médicas, a Associação Paulista de Medicina (APM) é fonte confiável para checar as informações, por meio do site (www.apm.org.com) e redes sociais e está presente no Facebook, twitter, Instagram e linkedin.

A Unimed Capivari, através de seus médicos e colaboradores estão aptos a esclarecerem qualquer dúvida sobre o assunto.

Colaborou com o artigo – Dr. Luciano de Camargo Pacheco Filho, médico Cooperado da Unimed Capivari e especialista em Pediatria.
Colaborou com o artigo – Dr. Luciano de Camargo Pacheco Filho, médico Cooperado da Unimed Capivari e especialista em Pediatria.
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