Editorial

Não ‘vendam’ nosso bem mais precioso

Foto ilustrativa

Rafard vive uma onda de polêmicas que parece nunca ter fim.

Depois de tantas cobranças, as obras de finalização das 70 casas do conjunto habitacional Lurdes Abel tiveram início na última semana. A promessa da CDHU é que as famílias poderão passar o Natal na casa nova.

Tomara que, dessa vez, a promessa seja cumprida!

Agora, o assunto do momento, é a privatização do sistema de água e esgoto da cidade. Já havíamos antecipado isso há algumas semanas. Na ocasião, também sugerimos um amplo debate com a população sobre a terceirização dos serviços, no entanto, o governo municipal e alguns vereadores simplesmente se reuniram a portas fechadas com representantes da Sanasa, Sabesp e Ares-PCJ.

Resultado, o Executivo apresentou um projeto na última sessão ordinária, para que os vereadores autorizem a formalização de um convênio com o município de Campinas, a Sanasa e a Ares-PCJ. A propositura tramita nas comissões do Legislativo e pode ser colocado para votação na sessão da próxima terça-feira (26). Vamos aguardar!

Apesar da necessidade de medidas emergenciais e investimentos no saneamento básico de Rafard, essa parece não ser a melhor escolha, já que, ao que parece, nenhuma tentativa de profissionalizar o setor de água e esgoto foi realizada no município.

Por que não tentar fazer em casa primeiro?

Sem dizer que tramita na Câmara dos Deputados, um projeto de lei que não vê com bons olhos esse tipo de convênio. O PL prevê a realização de licitação, onde ganharia a melhor proposta de investimento e a menor taxa para o bolso do consumidor.

Sem dúvidas, o governo municipal deve tirar o pé do acelerador e analisar com mais calma essa questão. Que tal seguir os passos da cidade vizinha – Capivari – que aos poucos, vai colhendo os frutos de um trabalho iniciado há 10 anos.

Autonomia é uma coisa tão difícil de se conquistar, por que abrir mão assim sem ao menos tentar?

Se bem que, às vésperas das eleições municipais, será muito difícil um projeto desse tipo passar pelo crivo dos parlamentares rafardenses, muito menos, pela população, que parece ser unânime contra a privatização de um dos bens mais preciosos de Rafard, a água.

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