Rubinho de Souza

Início da Congregação Cristã em Villa Raffard – Parte 2

congregação-cristã-igreja-fundo-do-baúNa semana passada, foi publicado um pequeno resumo de como teve início a Congregação Cristã no Brasil na cidade de Rafard, e pude comprovar através de documento, datado de 20 de janeiro de 1949, e relatos colhidos de algumas pessoas daquela época, que os primeiros cultos foram realizados na casa da Rua Luis de Freitas (Rua da Estação), onde morava o Sr. João de Almeida Engler, que era o Encarregado (Cooperador), cujos cultos às 19 e 30 minutos nas quarta, sexta e domingo.

No entanto faltou uma informação que diz no livro de Abertura, de que a reunião para a deliberação do seu início, foi feita na Rua Maurício Allain, no prédio de número 130, na Vila Raffard, município de Capivari, ou seja, antes de ter cultos na casa de João Engler, possivelmente tenha havido alguns cultos onde era a padaria de Benedito Rodrigues da Silva, mas não se sabe dizer por quanto tempo, visto que as pessoas que podiam nos dizer, são todas falecidas.

Feito o registro acima, passaremos a tratar da Congregação Cristã no Brasil, a partir do ano de 1956, quando seus membros em obra de mutirão, construíram o prédio da Rua Abolição, num terreno doado pelo irmão Otaviano Rodrigues da Silva (pai de Mesaque), pou cujo número não consta na Ata, mas que deixou registrado que no dia 10 de maio de 1956, às dezenove horas, reuniram-se em Assembleia Geral em prédio próprio com o fim especial de eleger aqueles que fariam parte da sua administração.

Terminado os trabalhos de eleição, foi proclamado o resultado, que ficou assim definido: para Cooperador João de Almeida Engler, agora oficial, para tesoureiro Paschoal de Lazari e para procurador Salvador Eugênio de Castro, constando ainda que tudo foi realizado de conformidade com o Estatuto e Regulamento, e concordes, assinaram o livro os seguintes membros presentes: João de Almeida Engler – Paschoal de Lazari – Salvador Eugênio de Castro – Natalino Bit – Angelo Ferrar – Mario Berganton – Francisco Benedito Anhaia – Altino Carlos – José Alexandre – Carmelino de Souza – Francisco Bueno de Paula – Abundeos Serrano – Antonio Stefanini – José Alexandre Nicoletti e Alcindo Stefanini.

Quando inaugurou do prédio da Rua Abolição, foi realizado num domingo de manhã batismo nas águas ali onde existia o pontilhão onde passava o trem da Sorocabana, visto que naquele tempo a água era limpa e abundante, tanto os moradores da Vila Raffard e arredores, pescavam ali, e os moleques pulavam de cima da linha do trem para ali nadarem.

Minha irmã lembra que foi nesse domingo que ela, na época com a idade de 16 anos, foi batizada e que a parte de cima do pontilhão ficou tomada pelos moradores que lá foram assistir o “batismo dos crentes” – era como se dizia naquela época.

Naquele dia, veio da cidade de Piracicaba um ancião por nome Bento Ignácio para atender o batismo, que foi abrilhantado por músicos da Congregação e tinha muitos irmãos da Vila e também muitos de Capivari e até das fazendas e sítios que vinham de charrete, carroça ou a cavalo.

O número de membros crescia cada vez mais, e além das famílias que já fazia parte da Congregação, outras pessoas batizaram e passaram a frequentar os cultos, dentre muitas as mais lembradas por minha irmã são as famílias Engler, Bueno de Paula, Souza, Siqueiros, Rafael, Gonçalves, Faélis, Zaparolli, Ferrari, Rodrigues da Silva, Bit, Berganton, De Lazari, Stefanini, Nicoletti, Rodrigues de Jesus, Castro, Anhaia, Alexandre, Bedendi, Severino da Silva, Carrascoza, Manzini, Pavan, Ribeiro, Sartorello, Silva, Serrano, Carlos, Correia, Soares, Quagliatto, Munaro, Moratto, Camargo, Pedroso, Garcia.

Para os mais novos e para aqueles que não se recordam se situarem, o prédio da Congregação, construído na Rua Abolição (foto), ficava onde hoje é o prolongamento da Rua Capitão José Duarte Nunes, entre as ruas Abolição e a Jornalista José Miguel Bósio, exatamente naquele pequeno trecho onde existe um campo de grama sintética de um lado e a vidraçaria do Bersani doutro lado.

Quando o prédio foi demolido para que a Prefeitura fizesse o prolongamento da rua ao qual me referi, a Congregação já tinha um prédio maior que é onde está até o dia de hoje, na entrada da cidade, na Rua Marechal Deodoro da Fonseca, fato que relatarei na semana que vem num capítulo final da História do início da Congregação Cristã no Brasil em Rafard.

Grato pela paciência e até semana que vem, se Deus quiser. Abraço.logo do fundo do baú raffard

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