Editorial

Tragédia anunciada

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Foto: Tonny Machado

E cá estamos nós de novo, indignados com a morosidade e ineficácia das administrações públicas e governamentais. Difícil entender o que se passa na cabeça dessas pessoas.

Na última quinta-feira (5), acordamos com a triste notícia do desabamento de parte do Museu Histórico Pedagógico Doutor Cesário Motta Júnior, em Capivari.

Triste mesmo é saber que o fato é uma tragédia anunciada. Rachaduras, mato alto, pintura descascada e a queda de tijolos evidenciam há anos o abandono do prédio.

O imóvel foi fechado há cerca de sete anos por apresentar problemas estruturais. Desde então, pouco ou quase nada foi feito para salvar parte da história capivariana.

A Terra de Poetas, de Tarsila do Amaral, de músicos e quilombolas, amarga mais uma derrota cultural.
Agora, a proposta de reforma, avaliada em cerca de R$ 1 milhão, não vale mais de nada. A Defesa Civil deverá avaliar os danos e o Governo do Estado, que recebeu o prédio em doação há alguns anos, decidir pela demolição ou pela reforma.

Aqui do lado

Mais triste ainda é saber que esse tipo de situação se alastra por vários municípios do Brasil. E não precisa ir longe. Aqui em Rafard, o museu municipal também continua fechado, com a promessa de reabertura no aniversário da cidade – 21 de março.

Outro espaço que poderia servir de lazer para a população, o Centro Esportivo Reinaldo Fontolan, no bairro Popular, abriga uma piscina que nunca pode ser utilizada pelos moradores, a não ser no dia da inauguração. Dá espaço também a um salão de festas, abandonado há mais de 10 anos e sendo deteriorado pela ação do tempo.

Em Capivari mesmo, o estádio municipal Carlos Colnaghi continua interditado, pasmem, também com risco de desabamento da arquibancada. E o que dizer da UPA do bairro São Pedro, inaugurada em 2011 e largada as traças desde então.

Enfim, o fim de tanto descaso todo mundo já sabe. É prejuízo no bolso do cidadão!

Depois, não venham os políticos de plantão, dizer que o povo só reclama, que nada está bom, que é a ‘turma do outro lado’ que fica fazendo oposição.

As coisas não andam nada bem, é muito dinheiro ‘suado’ sendo jogado no lixo. É de desconfiar o porquê, hoje, é mais fácil receber verbas para construir algo novo do que reformar ou manter algo existente.

Que a população mantenha os olhos abertos para não cair no buraco!

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