Geral

“… éramos felizes e não sabíamos…”

Denizart Fonseca

O título deste comentário – parte da letra de nossa música popular, que traduz uma verdade da “nossa infância querida, que os anos não trazem mais…” também trecho de poesia antiga.
Na provecta idade em que nos encontramos, relembrando os companheiros da nossa distante meninice e consequentes traquinagens, esteve sempre presente, a imagem do Nelsinho, que aproveitando suas férias do Colégio Diocesano de Campinas, onde estava matriculado, diariamente seguido dos cães policiais, Nero e Sultão, em companhia do Zito – nosso apelido, Leonel Groppo, Angelim Marreto e outros garotos, ia nadar no então Rio Capivari que marginava a hoje saudosa, e então Villa Raffard dos anos trinta.
Dizemos no “então Rio” porque naquele tempo, nele podíamos: nadar, pescar bastante – e variado tipo de peixe – remar e até tomar sua água se preciso fosse. E hoje?
Os tempos passaram e cada um seguiu seu destino. O Nelson formou-se em medicina, doutorando-se em ginecologia, tendo clinicado em Capivari e posteriormente montado um Hospital em Piracicaba, com grande clientela, não apenas por sua capacidade profissional como pela prática da boa educação moral e cívica herdada de seus pais e dos métodos de ensino adquiridos de ótimos professores (as) no Grupo Escolar local.
Quanto a nós, não podendo realizar o sonho de sermos também um médico cirurgião, seguimos a carreira militar na Força Aérea Brasileira, participando da 2ª Grande Guerra e como Oficial Especialista, patrulhando o nosso litoral.
Encontramo-nos várias vezes; oportunidades de trocarmos idéias sobre os bons tempos quando a Villa era uma grande família, todos se conheciam, consideravam e respeitavam. Ao contrário dos dias atuais, mudados pra pior…
No dia 05 de Fevereiro p.passado, pela manhã, fomos notificados por parente do Nelson, do seu falecimento no dia 04, e que o sepultamento seria no jazigo da família as 10H, após a cerimônia religiosa no cemitério desta sua cidade natal; ocasião em que várias pessoas, testemunhas do espírito bondoso e de suas caridosas obras, enalteceram-no como bom cristão, conhecendo e aplicando o lema: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
Comparecemos e nos confraternizamos com os seus familiares, orando pela iluminação e progresso do nosso prezado amigo e irmão, que despedindo-se de nós, cumprida a missão terrena, assistido pelos protetores da espiritualidade, retornava à verdadeira vida.
Consta do Evangelho: “a cada um será dado de acordo com seu mérito”. E assim, como foi a sua transição, consideramos uma Graça recebida.
Sendo este um modesto e resumido trabalho em memória do Dr.Nelson Gimenez, deixando espaço a quem dele quiser fazer uso para os detalhes em seus dados biográficos, com fraternal e carinhoso abraço, reiteramos aos seus parentes, nossas condolências pela perda da presença física. Certos de que continuará vivo, não apenas em nossa lembrança, como em sua caminhada evolutiva aproximando-se um pouco mais da Luz Maior, o Grande Arquiteto do Universo – Deus.

Jornal O Semanário

Esta notícia foi publicada por um dos redatores do jornal O Semanário, não significa que foi escrita por um deles, em alguns dos casos, foi apenas editada.

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