Geral

Artigo – Marcel Capretz

O enganador
O casamento entre Ronaldinho Gaúcho e o Flamengo foi uma das coisas mais melancólicas que já aconteceu no futebol brasileiro. Com desempenho pífio dentro de campo – apenas um título conquistado, o carioca de 2011 – Ronaldinho foi ao mesmo tempo a maior ilusão e a maior decepção do torcedor rubro-negro nos últimos anos.
O Flamengo não foi inocente nesta batalha. Prometeu algo que não podia pagar e se perdeu ainda mais ao assumir a dívida que a Traffic deixou com o jogador. O R10, como é chamado, nunca foi um jogador carismático. Nem quando estava em seu auge, atuando no Barcelona, não atraiu grandes patrocínios e muito menos estrelou milionárias campanhas publicitárias. Foi um erro acreditar que haveria lucro com a imagem dele.
O Atlético Mineiro é um clube desesperado por conquistas. A última importante foi no distante ano de 1971, com o Campeonato Brasileiro. A apaixonada torcida atleticana sonha com um título de expressão. Mas não será Ronaldinho que conduzirá o clube ao caminho vencedor. Ele nunca liderou nenhum grupo de jogadores e nunca soube jogar sob pressão. Gaúcho não é um bom protagonista e sim um razoável coadjuvante. A não ser que o assunto seja balada e polêmica.

O ex-goleador
É triste ver Liedson, atacante do Corinthians, em campo. É nítido que ele tem uma enorme vontade de ajudar o Coringão. Mas seu físico já não suporta mais futebol em alto nível. Liedson tem uma história maravilhosa com a camisa corintiana. Mas não dá mais para continuar. E os dirigentes sabem disso. Erraram no planejamento. Nenhum dos três centroavantes que eles colocaram a disposição do técnico Tite no começo de ano deu certo. Além de Liedson por deficiência física, Elton não jogou por deficiência técnica e Adriano por ‘deficiência’ de vergonha na cara.

Jornal O Semanário

Esta notícia foi publicada por um dos redatores do jornal O Semanário, não significa que foi escrita por um deles, em alguns dos casos, foi apenas editada.

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