Carta do Leitor

Barulho ou diversão?

Carta do Leitor

Para alguém que ouve músicas no último volume do fone de ouvido, sou suspeita para falar, eu sei. Mas é por isso o meu destaque nesse tema tão “polêmico”, por assim dizer.

Residente em uma cidade pequena, sempre fui acostumada com todo tipo de barulho, seja de motoqueiros fazendo aquelas manobras radicais, seja de alguma festa com karaokê, ou até mesmo de nossos cãezinhos, quando tem seu breve ataque de raiva ao ver os pés do carteiro passando. Na verdade, essas coisas que geralmente chamamos de barulho, chegam a ser sons comuns do nosso dia a dia. Coisas às quais nos acostumamos conforme o tempo. Porém, tentando ler um livro esses dias, reparei o quão difícil estava sendo concluir a leitura, pois uma festa próxima de casa estava caprichando na altura do som. Nunca fui uma vizinha chata, muito menos que se incomoda com qualquer coisa, porém, pela primeira vez, senti uma coceirinha para reclamar. Não da festa, não da comemoração, nem mesmo do som, afinal, quem não gosta de uma música para animar, não é? O meu grande problema foi a intensidade. Ao meu ver, todos tem o direito de fazer o que bem entender, porém, tudo isso, não incomodando seu próximo, certo? Sei muito bem que o que eu gosto nem sempre será o que meu vizinho gosta, então, pensando nisso, o ideal é chegar em um bom senso: “Não faça para o outro aquilo que não quer que te façam”, não é assim? Pois bem. Não é do meu feitio levar esse tipo de problema a causas maiores e, procurando ser pacífica, continuo quietinha em meu canto, apenas esperando o dia em que tais pessoas finalmente percebam que gentileza, gera gentileza. Muitos precisam acordar cedo para trabalhar no dia seguinte, bebês recém-nascidos necessitam daquela hora especial para cochilar, pessoas idosas, que geralmente dormem bem mais cedo que os demais, precisam de um sono tranquilo… enfim, são diversos os argumentos, pelo menos no que diz respeito à noite. Por isso, você, que gosta daquela festa gostosa com os amigos, que curte a música do momento e insiste que todos a ouçam também, apenas pense nisso: existem os sons musicais e os não musicais. Não deixe que aquela sua música preferida deixe de ser aquilo que é, se tornando um ruído, um barulho. Ouça, toque, cante o quanto quiser e quantas vezes achar necessário, mas, lembre-se: tudo com moderação.

Até porque, um fone nunca é demais.

Por Sara Figueiredo

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