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Dia de Finados

 

Em se celebrando a comemoração dos mortos no próximo dia 2 de novembro, escrevo sobre um assunto que me foi apresentado em um velório, após fazer a encomendação de uma pessoa conhecida, quando se aproximou de mim uma senhora educada e elegante que me passou um bilhete, no qual dizia que eu havia feito uma bonita celebração, mas que tinha falado do encontro definitivo da pessoa falecida com Deus. Ela discordava desse encontro definitivo. Apesar de nos encontrarmos em um velório, rapidamente disse-lhe que o que eu falara era doutrina tradicional da nossa Igreja e também das Igrejas Evangélicas tradicionais. Apesar do curto espaço comentarei tal afirmativa.

 

Quando alguém morre, não é o fim de tudo. A pessoa termina sua missão aqui na terra, umas mais cedo, outras mais tarde. Nós católicos acreditamos na vida eterna, ou seja, na vida que não terá mais fim. Aqui na terra estamos todos de passagem. O nosso fim é a vida eterna, que poderá ser com Deus ou sem Deus. É claro que Deus não é posse exclusiva dos católicos ou dos evangélicos. Ele é o Deus de todos, inclusive daqueles que nele não acreditam. Deus, através de nossos pais, nos chamou a este mundo para que nós colaborássemos na melhoria daquilo que ele iniciou. Nesse sentido todos recebemos de Deus a missão de colaborarmos com ele na obra da criação.

 

Quando alguém morre, inicia-se a vida sem fim. Por isso é que ela é chamada definitiva. E nós, que acreditamos em Deus, pretendemos que nossos entes queridos fiquem para sempre com Ele. Por isso é que rezamos e falamos que eles terão o encontro definitivo com o Criador. Ressuscitar é partilhar a vida de Deus, é estar nele enxertado definitivamente. Foi Jesus mesmo quem nos disse que ninguém passa do céu ou do inferno para vir falar conosco nesta terra. Sendo coerente com o que Jesus ensinou, a Igreja Católica e muitas Igrejas Evangélicas não acreditam em reencarnação, pois vivemos nesta terra, morremos e ressuscitamos uma única vez.

 

Fazer parte definitivamente da vida de Deus significa que não mais poderemos dele nos afastar pelo pecado. O pecado é contingência humana. Quando estamos com Deus não existe pecado. Deus é amor e nos envolve em seu manto misericordioso, sempre nos acolhendo. Nós falamos de céu dentro de nossos critérios, mas Deus não se enquadra em nossas decisões. Ele é muito mais do que todas as inteligências humanas juntas. Ele é definitivamente a fonte do amor, da paz e da justiça. A lembrança de nossos mortos mostra-nos o quanto eles nos são queridos e leva-nos a implorar de Deus que eles estejam com ele e no céu peçam por nós que continuamos a caminhada.

Jornal O Semanário

Esta notícia foi publicada por um dos redatores do jornal O Semanário, não significa que foi escrita por um deles, em alguns dos casos, foi apenas editada.

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